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18/08/2010 - 16h21

Juros longos voltam a fechar em baixa na BM & F

SÃO PAULO - Mais um dia de instabilidade no mercado de juros futuros. Depois de uma tentativa de alta no começo dos negócios, os vencimentos perderam prêmio de risco no final do dia e alguns contratos chegaram a fazer novas mínimas para o ano.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em setembro de 2010 apontava estabilidade a 10,64%. Outubro de 2010 também não tinha variação, a 10,69%. E janeiro de 2011 recuava 0,01 ponto, a 10,73%.

Entre os longos, o ajuste foi mais acentuado. Janeiro de 2012, o mais líquido do dia, perdia 0,05 ponto, a 11,26%, nova mínima para o ano. Janeiro de 2013 caía 0,11 ponto, 11,37%, depois de subir a 11,54%. E janeiro 2014 recuava 0,13 ponto, 11,35%.

Até as 16h15, foram negociados 1.169.855 contratos, equivalentes a R$ 102 bilhões (US$ 52,19 bilhões), alta de 20% sobre o registrado na terça-feira. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 352.840 contratos, equivalentes a R$ 30,47 bilhões (US$ 17,38 bilhões).

Segundo o analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, o mercado continua "comprando" o cenário do Banco Central (BC), de que a atividade vai se acomodar e de que a inflação continuará oscilando ao redor da meta, por isso é crescente a expectativa de que o ciclo de alta de juros chegou ao fim.

No entanto, pondera o analista, se o Comitê de Política Monetária (Copom) encerrar mesmo o ciclo com taxa em 10,75% aumenta a possibilidade de nova alta de juros em 2011.

"O BC surpreendeu ao mostrar uma grande confiança em um cenário ainda arriscado", pondera o especialista, apontando para os dados de atividade, que foram distorcidos tanto no primeiro quanto no segundo trimestre, e para a inflação, que apesar do bom comportamento recente sempre esconde riscos, como choques externos ou mesmo a inércia em alguns grupos, como serviços.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro promoveu leilão para troca de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), mas nenhuma proposta foi aceita.

(Eduardo Campos | Valor)
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