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18/08/2010 - 18h03

Queda das ações da Petrobras limita desempenho do Ibovespa no pregão

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um pregão de poucas notícias e esvaziado de indicadores econômicos. Ao longo da primeira etapa dos negócios, o desempenho do Ibovespa esteve atrelado às bolsas internacionais.

À tarde, entretanto, mesmo com a inversão de rumo em Wall Street, o principal índice do mercado brasileiro oscilou próximo da estabilidade e fechou com leve alta.

O Ibovespa apurou valorização de 0,08%, aos 67.638 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 8,251 bilhões. Nos últimos cinco dias, o Ibovespa acumulou apreciação de 2,81%.

Nos Estados Unidos, as bolsas reduziram os ganhos ao fim do dia. O índice Dow Jones teve alta de 0,09%, o Nasdaq registrou valorização de 0,28%, e o S & P 500 subiu 0,15%.

Diante da agenda esvaziada, o setor varejista americano ganhou destaque novamente. Nesta quarta-feira, a rede Target Corporation anunciou um lucro de US$ 679 milhões no trimestre encerrado em 31 de julho, uma elevação de 14,3% ante o ganho obtido no segundo trimestre do ano passado.

No mercado brasileiro, a tomada de posições ficou limitada ao vencimento do contrato de agosto do Ibovespa futuro. A partir de amanhã, a referência passa a ser o mês de outubro.

Além disso, a queda dos preços das ações da Petrobras também pesou sobre os negócios brasileiros. "Hoje tivemos os preços das commodities um pouco mais fracos, uma queda menor que a prevista dos estoques de petróleo e a desvalorização da Petrobras. O papel deixou o Ibovespa descolado dos Estados Unidos, assim como o vencimento do índice futuro influenciou os negócios", comentou o operador da Geraldo Corrêa Corretora de Valores, Marcelo Mattos.

De acordo com o Departamento de Energia americano, os estoques de petróleo cru dos Estados Unidos recuaram em 800 mil barris na semana passada, na comparação com a anterior, para 354,2 milhões de barris.

As ações PN da Petrobras caíram 2,19%, para R$ 27,68, e movimentaram R$ 569,6 milhões.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem até amanhã para anunciar o preço calculado pela empresa certificadora contratada para avaliar as reservas da União no pré-sal.

No dia 23, será definido o preço final do barril de petróleo extraído do pré-sal, que será utilizado no processo de cessão onerosa à Petrobras, segundo o ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann.

Para se chegar ao preço final do barril na cessão onerosa, o valor que será divulgado pela ANP será confrontado com o preço a ser proposto pela Petrobras, que também contratou uma certificadora para as reservas.

Para o analista da SLW Corretora, Erick Scott Hood, o mercado voltou a adotar cautela em relação aos papéis da Petrobras, diante da expectativa pela definição do preço final do barril na cessão onerosa.

Além disso, segundo ele, a notícia de que o Soros Fund Management LLC, do bilionário George Soros, vendeu no segundo trimestre todas as suas ações da Petrobras, também pode ter contribuído para o movimento dos papéis neste pregão.

Ainda entre os principais giros do dia figuraram os papéis Vale PNA (0,70%, a R$ 44,28), com R$ 759,6 movimentados, e OGX Petróleo ON (-2,58%, a R$ 19,94), com volume equivalente a R$ 383,5 milhões.

As maiores valorizações do Ibovespa partiram de Brasil Ecodiesel ON (5,61%, a R$ 0,94), Vivo PN (5,06%, a R$ 43,6) e Embraer ON (5,01%, a R$ 11,73).

No sentido oposto, além de Petrobras PN e OGX ON, as principais baixas do índice partiram de Petrobras ON (-2,47%, a R$ 31,51) e TAM PN (-3,27%, a R$ 36,66).

Fora do Ibovespa, destaque para a valorização de 5,16% das ações ON da Ideiasnet, para R$ 3,26.

(Beatriz Cutait | Valor)
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