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18/08/2010 - 18h14

Renovação das linhas de produtos é meta da nova presidente da GM

SÃO PAULO - Denise Johnson - executiva americana de 43 anos nascida no Estado de Michigan - assumiu a presidência da filial brasileira da General Motors (GM) com a missão principal de tocar um programa de renovação completa do portfólio de carros da montadora.

Durante sua primeira entrevista coletiva à imprensa, realizada hoje na capital paulista, Denise afirmou que sua experiência em áreas de engenharia de produtos na matriz americana deverá ajudar no desenvolvimento de novos modelos no Brasil, um ponto colocado como a prioridade da montadora no país até o início de 2013.

"Meu foco é que essa execução aconteça", disse a nova comandante da operação brasileira. Para tanto, ela tomou posse no momento em que a montadora toca um programa de investimentos que prevê aportes de R$ 5 bilhões no período de 2008 a 2012.

Paralelamente a isso, a executiva terá que manter o foco na rentabilidade e reconquistar fatias do mercado, um objetivo comum a qualquer profissional que passa a ocupar um posto de liderança de um grande grupo empresarial.

Em sua apresentação, Denise disse que ser a primeira mulher a presidir uma montadora no Brasil é uma honra, mas os objetivos são os mesmos que são cobrados aos homens.

Também mencionou que sua nomeação não se deu por acaso, ao comentar a prioridade dada pela montadora à renovação das linhas de automóveis e comerciais leves. Denise começou a trabalhar na GM como engenheira de produto em 1989 e chegou a ocupar a direção e chefia da engenharia de veículos compactos em sua trajetória nos Estados Unidos.

Em seu último cargo, foi vice-presidente de relações trabalhistas da GM América do Norte, outra experiência que pode ser útil no Brasil, dadas as dificuldades enfrentadas pela fabricante nas negociações com o sindicato dos metalúrgicos na unidade de São José dos Campos.

Nesse ponto, Denise comentou que vai buscar com as agremiações sindicais "acordos competitivos", que não comprometam as margens de rentabilidade da empresa.

Para ela, a GM vive dois momentos diferentes no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto no mercado americano a montadora passa por um ciclo de "reconstrução", no Brasil, a executiva diz que o grupo vê um número maior de "oportunidades imediatas". "De fato, isso é um aspecto positivo", disse.

Neste ano, a GM ocupa a terceira posição em vendas de carros de passeio e utilitários, com uma participação de mercado de 20,04% no total vendido no Brasil de janeiro a julho. Questionada sobre a possibilidade de buscar a liderança, Denise sorriu ao dizer que a meta do grupo é sempre ser o número 1, mas ressaltou que já tem orgulho de ter o Brasil como o terceiro principal mercado em vendas globais da GM.

(Eduardo Laguna | Valor)
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