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19/08/2010 - 09h44

Agenda externa e Petrobras devem mexer com Bovespa neste pregão

SÃO PAULO - Depois do pregão morno da última jornada, a agenda de indicadores e corporativa deve voltar a influenciar os negócios da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta quinta-feira.

Além de analisarem números dos Estados Unidos e da Europa, os investidores estão de olho em novidades sobre a Petrobras.

Pela manhã, o Ibovespa futuro com vencimento em outubro sinalizava uma abertura negativa das operações, ao recuar 0,74%, para 68.060 pontos.

Ainda que a alta de ontem tenha sido pouco expressiva, o Ibovespa subiu nos últimos cinco pregões, quando acumulou valorização de 2,81%.

Na jornada passada, o índice teve elevação de 0,08%, para 67.638 pontos. O giro negociado atingiu R$ 8,2 bilhões, volume inflado pelo vencimento do contrato de agosto do Ibovespa futuro.

Na pauta do dia, números divulgados hoje cedo do mercado de trabalho americano levaram os índices futuros do país a apontar para um início de pregão em baixa.

Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos subiram inesperadamente na semana fechada no dia 14 deste mês, quando somaram 500 mil, um aumento de 12 mil em relação à leitura de uma semana antes (488 mil, revista).

Ainda nos EUA, saem o índice de indicadores antecedentes da economia e a pesquisa de atividade do Federal Reserve (Fed), da região da Filadélfia.

No front europeu, o foco do mercado está na Alemanha. O Bundesbank, banco central do país, elevou a previsão para a expansão da economia em 2010, de 1,9% para 3%.

Pela manhã, os índices futuros americanos operavam em baixa, enquanto as bolsas europeias registravam ganhos.

Na Ásia, as bolsas encerraram os negócios com valorização, direcionadas por informações vindas do Japão e da Austrália.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 subiu 1,32%; em Xangai, o Shanghai Composite teve alta de 0,81% e, em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,24%. Além disso, na bolsa de Taipé, o índice Taiwan Taiex aumentou 0,06% e, em Seul, o Kospi se valorizou em 1%.

No campo corporativo doméstico, a Petrobras é o destaque do pregão.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem até hoje para anunciar o preço calculado pela empresa certificadora contratada para avaliar as reservas da União no pré-sal. No dia 23, será definido o preço final do barril de petróleo extraído do pré-sal, que será utilizado no processo de cessão onerosa à Petrobras.

Matéria publicada hoje pelo Valor mostra que a capitalização da estatal corre o risco de ficar para 2011. A reunião de ontem do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, não foi decisiva. Novas reuniões ocorrerão, mas para a estatal o prazo limite continua sendo 30 de setembro por razões políticas e operacionais. Já o ministério da Fazenda advoga um tempo mais elástico.

(Beatriz Cutait | Valor)
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