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19/08/2010 - 17h53

Conselhão coloca inovação como prioridade

SÃO PAULO - O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) - órgão consultivo da Presidência, formado por representantes de diversos setores da sociedade - identificou a melhoria da qualidade do ensino e a inovação tecnológica como os desafios prioritários do país.

Nesse sentido, será preciso criar estímulos destinados a aumentar significativamente os investimentos no setor privado e inovação tecnológica, de modo a colocar o Brasil em um patamar mais próximo ao de outros países, disse hoje o secretário executivo do CDES ou "conselhão", Alexandre Padilha. Segundo ele, os aportes do setor privado em inovação correspondem a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto em países como o Japão, Alemanha e Estados Unidos, essa relação é até quatro vezes superior. "Não temos uma meta, mas é preciso chegar a patamares mais parecidos com o de outros países", afirmou Padilha, que também é ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Esse movimento, disse, também passa por uma continuidade dos investimento do setor público ao desenvolvimento tecnológico, que, atualmente, respondem por 0,59% do PIB, um pouco abaixo do 0,7% dos "países que mais investem" nessa área.

"O conselho percebe que o setor público e o setor privado precisam chegar ao patamar internacional", comentou. A inovação tecnológica está no foco de uma reunião do CDES realizada hoje em São Paulo para discutir a agenda para o novo ciclo de desenvolvimento, apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho.

Além de educação e da inovação, a pauta inclui iniciativas relacionadas às áreas de sustentabilidade ambiental, políticas sociais e infraestrutura. Padilha ainda colocou a necessidade de investimentos em inovação dentro do contexto da busca de uma participação maior dos fornecedores nacionais na demanda que será criada a partir da exploração de reservas de óleo no pré-sal.

Nesse ponto, defendeu a necessidade de ampliar a presença de companhias brasileiras não só no fornecimento de equipamentos mas também na prestação de serviços. Ele citou estimativas de que, com o pré-sal, o Brasil passará a consumir cerca de 20% da produção global de equipamentos de exploração em águas profundas. "Há um espaço grande para produção de conteúdo nacional", afirmou.

(Eduardo Laguna | Valor)
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