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19/08/2010 - 20h38

Desafio dos jornais é transformar era digital em lucro, avalia WSJ

RIO - O maior desafio dos jornais hoje em dia é transformar a era digital, do iPad, em lucro, diz o diretor de redação do The Wall Street Journal (WSJ), Robert Thomson, que participou do 8º Congresso Brasileiro de Jornais, organizado pela Associação Brasileira de Jornais (ANJ).

"Se eu gosto do Journal e pago US$ 200 pela assinatura, porque não vou pagar mais US$ 20 para lê-lo no meu iPad?", questiona. E, segundo ele, é assim que o WSJ faz para aumentar o faturamento e o número de assinantes. Em cada plataforma, um pequeno aumento de custo que gera receita, mas não pesa muito para o cliente.

Questionado se o novo produto não canibaliza o jornal impresso, já que também é possível ser apenas assinante do conteúdo virtual, o diretor de redação explica que o editor não pode pensar desta forma.

"São novos meios de levar informação ao leitor", frisou Thomson, acrescentando que existe no mundo uma grande oportunidade de aumentar o faturamento porque há hoje 20 milhões de compradores de tablets. "Com boa educação e ávidos por consumir. É uma oportunidade que os jornais ainda não se deram conta".

O conteúdo personalizado também é outro caminho utilizado pelo WSJ para agregar valor ao produto. Em seu site, já é possível customizar sua página ou, em outros países fora dos EUA, como na China e no Japão, ler as notícias na língua local.
Todas as apostas fizeram com que o Journal aumentasse seu número de assinantes, enquanto os grandes diários americanos tiveram retração.
Thomsom apresentou os números de março de 2010. Naquele mês, o WSJ ganhou 10.334 novas assinaturas, um crescimento de 0,5%, enquanto o USA Today perdeu 287.103 assinantes (-13,6%) e o New York Times, 87.168 (-8,5%) no mesmo mês, em relação a março de 2009.

(Paola de Moura | Valor)
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