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19/08/2010 - 11h54

DIs caem em bloco na BM & F, diante de cenário externo

SÃO PAULO - Uma nova rodada de números fracos da economia americana contribuem para a queda em bloco dos contratos de juros futuro na jornada desta quinta-feira.

Há pouco, na ponta mais longa da curva na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 caía 0,07 ponto percentual, para 11,21%, enquanto os contratos de janeiro de 2013 e de 2014 declinavam 0,11 ponto e 0,10 ponto, para 11,27% e 11,24%, respectivamente.

Entre os vencimentos mais curtos, o DI de outubro de 2010 cedia 0,025 ponto, para 10,665%, enquanto o DI de janeiro de 2011 baixava 0,04 ponto, a 10,70%.

Entre os destaques da agenda americana, os novos pedidos de seguro-desemprego apresentaram um aumento na semana passada e frustraram o mercado, que projetava queda para o período.

Houve um aumento de 12 mil novos pedidos na semana fechada no dia 14 deste mês em relação à leitura de uma semana antes (488 mil, revista), para um total de 500 mil.

Além disso, a atividade manufatureira da região da Filadélfia apresentou debilidade em agosto, ao mostrar não apenas uma queda, mas um número negativo.

O indicador do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, local diminuiu para -7,7 neste mês, ante +5,1 em julho.

No cenário local, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) se acelerou para 0,55% na segunda medição de agosto, depois da marcar apenas 0,03% um mês antes.

"O IGP-M não fez nem cócegas no mercado. O que está pesando é o cenário externo ruim. Enquanto o mercado não vislumbrar uma atividade mais forte para frente, os DIs vão continuar a cair bastante", comentou o operador do banco Daycoval, Luiz Fernando Gênova.

Ainda nesta tarde, serão divulgados os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de julho.

Na avaliação de Gênova, entretanto, o indicador não deve influenciar a trajetória da curva de juros. "Ultimamente, os dados locais estão sem reflexo sobre os DIs", observou.

Na gestão de dívida pública, o Tesouro realiza leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). Além disso, a instituição realiza resgate antecipado de NTN-F.

(Beatriz Cutait | Valor)
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