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19/08/2010 - 17h19

Dólar sobe, mas continua na linha de R$ 1,75

SÃO PAULO - A moeda americana teve o primeiro pregão de alta após quatro dias seguidos de desvalorização. Mas, a piora de humor do mercado externo e as dúvidas que voltaram a envolver o processo de capitalização da Petrobras não foram suficiente para tirar o dólar da casa de R$ 1,750.

Depois de subir a R$ 1,765 na máxima, o dólar comercial encerrou o dia a R$ 1,757, ainda assim, leve alta de 0,22%. Chama atenção o baixo volume estimado para o interbancário, que somou US$ 600 milhões. Ontem, por exemplo, o giro foi de US$ 1,8 bilhão.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar subiu 0,38%, para R$ 1,7597. O volume despencou de US$ 208,5 milhões para US$ 42,5 milhões.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), marcava valorização de 0,11%, a R$ 1,761, antes do ajuste final de posições. Na máxima, o preço foi a R$ 1,7695.

Segundo o diretor da corretora Futura, André Ferreira, enquanto não tiver uma definição de fato sobre o processo de capitalização da Petrobras o dólar vai continuar respeitando essa banda de oscilação de R$ 1,75 a R$ 1,77.
De acordo com Ferreira, a indicação mais clara de que o mercado está em modo de espera é de que a volatilidade do dólar está em mínimas históricas.

Na avaliação do diretor, sempre que se coloca em dúvida a oferta de ações da estatal, os agentes compram dólar, pois temem que com a postergação da operação, os vendidos poderão correr para zerar sua exposição.

Já quando a sinalização é positiva quanto à oferta, o movimento de venda de moeda. Afinal, uma montanha de dólares deve ingressar no país.
Hoje, a Petrobras esteve no foco, depois da publicação de uma série de notícias tratando das estimativas sobre o preço do barril no processo de cessão onerosa e a possibilidade de novo adiamento da capitalização.

Em nota, a Petrobras enfatizou que qualquer discussão sobre o valor dos barris da cessão onerosa é "mera especulação", pois os laudos das certificadoras ainda não estão prontos.

A estatal reiterou, ainda, que a cessão onerosa continua em negociação e que trabalha para cumprir seu cronograma de realizar a eventual oferta pública de ações em setembro.

O campo externo também contribuiu para as ordens de compra. O ritmo de recuperação da economia americana voltou ao centrar atenções, após uma rodada de indicadores negativos, como aumento na demanda por seguro-desemprego e piora em índices de atividade regional.

(Eduardo Campos | Valor)
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