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19/08/2010 - 10h55

Ibovespa ensaia virada, mas volta a recuar no pregão

SÃO PAULO - Apesar de o Ibovespa ter ensaiado uma virada no pregão, o mercado externo e os papéis da Petrobras voltaram a pesar sobre os negócios desta quinta-feira e o índice retomou as operações no campo negativo.

Com mínima de 67.197 pontos e máxima de 67.712 pontos, por volta das 11 horas, o Ibovespa cedia 0,16%, para 67.528 pontos, e girava R$ 1,1 bilhão.

Na BM & F, o índice futuro, com vencimento em outubro, recuava 0,20%, para 68.430 pontos.

O Ibovespa subiu nos últimos cinco pregões. Na jornada passada, o índice teve elevação de 0,08%, para 67.638 pontos.

Nos Estados Unidos, as bolsas operam em baixa desde a abertura dos negócios. Instantes atrás, o índice Dow Jones declinava 0,72%, enquanto o Nasdaq registrava queda de 0,60% e o S & P 500 tinha decréscimo de 0,77%.

Na agenda externa, destaque para os números do mercado de trabalho americano. Os novos pedidos de seguro-desemprego no país somaram 500 mil na semana fechada no dia 14 deste mês, o que representou um aumento de 12 mil em relação à leitura de uma semana antes (488 mil, revista).

O resultado contrariou o esperado pelo mercado, que projetava uma queda do número de pedidos iniciais do benefício.

E, em breve, serão divulgados o índice de indicadores antecedentes da economia e a pesquisa de atividade do Federal Reserve (Fed), da região da Filadélfia.

No cenário corporativo nacional, os investidores estão à espera do anúncio do preço calculado por uma auditoria contratada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para avaliar as reservas da União no pré-sal.

No dia 23, será definido o preço final do barril de petróleo extraído do pré-sal, que será utilizado no processo de cessão onerosa à Petrobras.

Matéria publicada hoje pelo Valor, entretanto, mostra que a capitalização da estatal corre o risco de ficar para 2011. A reunião de ontem do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, não foi decisiva. Novas reuniões ocorrerão, mas para a estatal o prazo limite continua sendo 30 de setembro por razões políticas e operacionais. Já o ministério da Fazenda advoga um tempo mais elástico.

Desta forma, há pouco, os papéis ON da Petrobras estavam entre as principais baixas do Ibovespa, com perdas de 2,28%, a R$ 30,79, assim como as ações PN cediam 1,44%, a R$ 27,28.

Ainda entre as maiores quedas do índice figuravam os papéis PN da TAM (-1,80%, a R$ 36,00) e ON da Brasil Ecodiesel (-3,19%, a R$ 0,91).

Já no sentido oposto, as principais valorizações do Ibovespa partiam de JBS ON (1,68%, a R$ 7,83), OGX Petróleo ON (1,70%, a R$ 20,28) e Souza Cruz ON (1,21%, a R$ 77,33).

Ainda no campo positivo, as ações PNA da Vale subiam 0,81%, a R$ 44,64.

(Beatriz Cutait | Valor)
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