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19/08/2010 - 15h08

Número de usuários do LinkedIn no Brasil dobra em 4 meses

SÃO PAULO - O LinkedIn, rede social para profissionais, está colhendo os frutos do lançamento de sua versão em português, em abril deste ano. Desde então, o volume de usuários brasileiros do serviço saltou de 1 milhão para beirar os 2 milhões, em agosto, e o Brasil passou a figurar entre os seis países que mais praticam o "networking" no serviço.

Em janeiro, os brasileiros estavam em nono lugar no ranking do LinkedIn, que atualmente é liderado pelos Estados Unidos, com 50% de participação, e seguido por Índia, Reino Unido, Canadá e Holanda.
"O Brasil é um dos países com o crescimento mais acelerado de usuários do LinkedIn", observa o vice-presidente de operações internacionais da empresa californiana, Arvind Rajan, que está no Brasil esta semana para reunir-se com agências de publicidade locais.

Hoje, a administração de campanhas na rede social em português está a cargo da PontoFox, empresa que gerencia o conteúdo de publicidade dos canais da Fox Latin American Channels.

A oferta de anúncios segmentados aos 75 milhões de usuários do LinkedIn, é a segunda maior fonte de receita da rede social sediada em Mountain View, na Califórnia. Hoje, a principal aposta da empresa é a oferta de ferramentas pagas para seleção de executivos, que conta com 60% das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune como clientes.
"Este ano foi a linha de negócios que cresceu mais rápido e representa mais de um terço da nossa receita", observa Rajan. "E o que as empresas mais buscam são profissionais empregados", complementa o executivo.

Procurar emprego não é o principal objetivo da maioria dos usuários do LinkedIn, afirma Rajan. "Primeiro ele quer estabelecer sua identidade ou "marca" profissional. Em segundo lugar, ele busca administrar e manter seus contatos ao longo de sua trajetória profissional e em terceiro lugar ter acesso a oportunidades, que podem ser tanto um novo emprego, como uma parceria de negócios ou analisar a concorrência", explica o executivo.
O usuário médio do LinkedIn, segundo Rajan, é um profissional sênior, com cargos de diretoria e presidência, na faixa etária de 41 anos, com renda anual de US$ 100 mil.

Para incrementar os serviços à base de usuários que quadruplicou em três anos, o LinkedIn adquiriu recentemente a mSpoke, especializada em tecnologia de recomendação. Com isso, o usuário da rede social passará a contar com indicações de conteúdos, além, da atual sugestão de contatos.

Expandir aplicativos e serviços móveis também faz parte da estratégia do LinkedIn que lançou, em junho, uma versão em português da rede social para smartphones BlackBerry. Usuários do iPhone da Apple já contam com a versão móvel do LinkedIn desde agosto de 2008, enquanto os aparelhos PalmPre possuem um aplicativo desde agosto do ano passado.

(Daniela Braun | Valor)
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