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19/08/2010 - 14h28

Para sociólogo, imprensa é vista como partido na América Latina

RIO - O sociólogo Demétrio Magnoli considera que integrantes de diversos governos da América Latina acreditam que uma imprensa alternativa deve ser incentivada a atuar ligada ao Estado de forma a noticiar o que o próprio Estado deseja. O professor da USP citou a venezuelana Tele Sur como exemplo do que considerou uma "concorrência com parcerias público-privadas".

"Há a ideia de que a imprensa é um partido e a imprensa alternativa não é feita por organizações de imprensa, mas por outras empresas de telecomunicação que se associam ao Estado para produzir matérias, notícias que o Estado quer que sejam ditas", frisou Magnoli, que participou do 8º Congresso Brasileiro de Jornais, no Rio de Janeiro.

Na visão do sociólogo, as atuais empresas de comunicação deveriam "se dar conta de que a imprensa virou pauta".

"O que é notícia e o que não é notícia virou pauta. A imprensa não gosta de falar dela mesma, o que é bom, mas é importante falar dela na hora em que há a teoria de que ela é um partido político", disse, acrescentando que essa teoria ganha espaço notadamente na América Latina.

(Rafael Rosas | Valor)
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