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19/08/2010 - 13h24

Petrobras afirma que reportagens sobre cessão onerosa são especulação

SÃO PAULO - A Petrobras enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com esclarecimentos sobre reportagens publicadas ontem e hoje na imprensa a respeito do preço do barril de petróleo que será usado como referência na cessão onerosa das reservas da União no pré-sal para a estatal.

"Até o momento, qualquer discussão sobre o valor dos barris da Cessão Onerosa é mera especulação, isso porque os laudos das certificadoras ainda não estão prontos", diz o comunicado.

A empresa reiterou que a cessão onerosa continua em negociação e que vem trabalhando para cumprir o cronograma de lançar uma oferta pública de ações em setembro.

Matéria publicada hoje pelo "Estado de S. Paulo" apontou que a auditoria contratada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para avaliar as reservas da União no pré-sal indicou preço do barril entre US$ 10 e US$ 12.

No entanto, a ANP também divulgou nota há pouco afirmando que receberá hoje o relatório preliminar da empresa Gaffney Cline sobre a certificação dos reservatórios do poço Franco, que será utilizado no processo de capitalização da Petrobras. O relatório final será entregue à Agência no final do mês. A ANP repassará todo o material ao governo federal.

O comunicado da Petrobras também faz referência a uma matéria publicada ontem pela "Folha de S.Paulo", em que o ministro de Minas e Energia e membro do Conselho de Administração da estatal, Márcio Zimmermann, teria afirmado que o preço do barril da cessão onerosa ficaria mais próximo dos US$ 10.

Questionado pela Petrobras sobre as declarações, Zimmermann afirmou que "a declaração se referia a áreas com características semelhantes à do pré-sal já concedidas, e que em nenhum momento deu declaração assertiva a respeito da valoração dos barris da cessão onerosa", diz o comunicado.

A Petrobras observa ainda que a cessão onerosa "será uma transação comercial entre duas partes, Petrobras e União, seguindo regras de mercado e respeitando as políticas de transação com partes relacionadas da companhia e transparência".
"Desta maneira, é natural que ambas as partes busquem, através de negociações, maximizar seus resultados. Não se trata, portanto, de sinalização de que "o preço ficará mais próximo de US$ 10 do que de US$ 5", que é mais uma inferência da reportagem (da Folha)", afirma a Petrobras.

(Téo Takar | Valor)
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