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23/08/2010 - 12h27

Ibovespa segue Wall Street e inverte rumo no pregão

SÃO PAULO - Em um pregão de agenda fraca de indicadores, o mercado acionário brasileiro segue o desempenho das bolsas americanas. Desta forma, a inversão de rumo em Wall Street foi acompanhada de perto pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Depois de marcar 67.175 pontos na máxima do dia, próximo das 12h30, o Ibovespa recuava 0,42%, para 66.394 pontos. O giro financeiro negociado estava em R$ 1,635 bilhão.

No mercado americano, minutos atrás, o índice Dow Jones declinava 0,15%, o S & P 500 registrava baixa de 0,16% e o Nasdaq diminuía 0,66%.

Diante da ausência de indicadores de peso na agenda, os investidores reagem às notícias corporativas.

No setor de tecnologia, a fabricante de equipamentos de computação HP passou à frente da concorrência e fez uma oferta de US$ 1,6 bilhão (US$ 24 por ação) em dinheiro pela empresa de administração de armazenamento de dados 3PAR. Há cerca de uma semana, a Dell havia oferecido US$ 1,15 bilhão pela mesma empresa.

Já o Conselho de Diretores da Potash Corporation of Saskatchewan Inc. votou por unanimidade pela rejeição da oferta não solicitada feita pela BHP Billiton para adquirir as ações em circulação da PotashCorp.

O conselho da empresa canadense recomendou que os acionistas também rejeitem a oferta da anglo-australiana BHP.

A Potash observou que, desde 12 de agosto, quando a BHP fez sua primeira aproximação, têm trabalhado para avaliar uma série de opções que possam elevar o valor do acionista. A empresa revelou que foi abordada e iniciou contato com uma série de "terceiras partes que manifestaram interesse em considerar transações alternativas".

Na semana passada, o Wall Street Journal (WSJ) havia reportado que alguns analistas já tinham cogitado que a Vale e a Rio Tinto seriam os compradores mais lógicos para a Potash, apesar de dúvidas quanto à obtenção de financiamento suficiente para adquirir a Potash.

A sócia da Oren Investimentos, Daniella Marques, assinala que, além do cenário externo, a queda dos papéis da Vale exerce pressão sobre o Ibovespa.

"A notícia da Potach criou um ruído para a ação da Vale, embora não faça sentido a empresa se alavancar tanto num negócio de fertilizante. De toda forma, o mercado tem uma reação de defesa", pontuou.

Além disso, Daniella assinala que o mercado está à espera de um desfecho ainda hoje em relação à definição do preço do barril de petróleo da Petrobras na cessão onerosa.

Minutos atrás, as ações PNA da Vale cediam 1,10%, a R$ 42,87, com giro de R$ 253,2 milhões, enquanto os papéis PN da Petrobras subiam 0,14%, a R$ 26,82, com volume negociado de R$ 124,8 milhões.

Ainda entre os principais giros do dia, as ações ON da OGX Petróleo subiam 1,61%, a R$ 20,78, com R$ 87,9 milhões negociados.

Entre as maiores quedas do Ibovespa figuravam os papéis Gol PN (-1,97%, a R$ 23,37), Cesp PNB (-2,02%, a R$ 26,55) e Telemar Norte Leste PNA (-2,57%, a R$ 47,24).

Na ponta oposta, destaque positivo para os papéis Brasil Ecodiesel ON (3,40%, a R$ 0,91), CCR Rodovias ON (1,80%, a R$ 39,50) e Souza Cruz ON (1,69%, a R$ 79,23).

Capital externo
No mercado brasileiro, o fluxo estrangeiro na Bovespa estava positivo em R$ 314,7 milhões no acumulado do mês, até o dia 19, resultado de compras no valor de R$ 22,951 bilhões e de vendas de R$ 22,636 bilhões.

Apenas na última quinta-feira, o estrangeiro colocou R$ 87,2 milhões no mercado. Apesar disso, o Ibovespa recuou 1,11% naquele dia.

No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está positivo em R$ 884 milhões.

(Beatriz Cutait | Valor)
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