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23/08/2010 - 14h34

Lula responsabiliza oposição por não aprovar reformas

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou hoje o prêmio de "Personalidade da Infraestrutura 2009", promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).

Durante o discurso para os empresários, o presidente responsabilizou a oposição pelo fato do Congresso Nacional não ter aprovado em seu governo as reformas política e tributária.
"A verdade é que tanto a reforma política, quanto a reforma tributária, as pessoas falam, mas não querem. Cada um quer a sua reforma e ela não acontece. Aqui, em São Paulo, se encontrou um jeito de fazer política tributária em que se anulou o Simples", disse Lula numa crítica velada ao PSDB, que comanda o Estado desde 1995.

Mesmo com as reclamações, o presidente se comprometeu a trabalhar junto com o PT, após deixar o governo, por uma proposta que altere o atual sistema político brasileiro.
"Como presidente, não era meu papel brigar ou lutar pela reforma política. Era papel dos partidos políticos. Pois bem, a partir do dia 1º de janeiro eu não serei mais presidente, mas continuarei na política e, portanto, o meu partido e os partidos aliados, nós vamos assumir o compromisso de fazer a reforma política nesse de País, de verdade".

Em um outro momento, o presidente criticou o eleitorado paulista que não elegeu o ex-ministro Delfim Netto para a Câmara dos Deputados nas últimas eleições gerais.
Além disso, pediu às pessoas que votem em políticos de "alto nível" para o Congresso. "Um povo politizado, como o de São Paulo, deixou de eleger um Delfim Netto e elegeu outras pessoas quem sabe tão merecedoras de voto como ele, mas bem menos competentes para ser parlamentares como ele. Se a gente não melhorar o nível de quem a gente eleger para a Câmara e para o Senado, não podemos reclamar depois", frisou.

Lula ainda exaltou algumas conquistas de sua administração, como a estabilidade econômica e a geração recorde de empregos, e previu que as taxas de juros no país devem caminhar para um padrão convergente com o mundo desenvolvido.

(Fernando Taquari | Valor)
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