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24/08/2010 - 09h40

Cautela global deve pesar sobre abertura dos negócios da Bovespa

SÃO PAULO - Uma onda de pessimismo global, iniciada no mercado asiático, já está se refletindo sobre as bolsas europeias, americanas e também sobre a brasileira na manhã desta terça-feira.

De olho no ambiente internacional, o Ibovespa futuro sinaliza uma abertura negativa no pregão desta terça-feira, ao recuar 1,13%, aos 66.000 pontos
Ontem, o Ibovespa recuou pelo terceiro dia seguido, ao registrar baixa de 1,04%, aos 65.981 pontos. O giro movimentado atingiu cerca de R$ 4,1 bilhões.

Nesta terça-feira, enquanto os investidores aguardam novos números da economia americana, eles preferem adotar cautela nos negócios.

Por volta das 11h, será divulgado o indicador de vendas de imóveis usados em julho, e o Federal Reserve (Fed) de Richmond ainda irá publicar seu índice de atividade.

Na Alemanha, o Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) revelou hoje cedo que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2,2% no segundo trimestre, em relação aos três meses antecedentes, respeitando ajuste sazonal, de calendário e de preços. No confronto anual, a economia alemã teve expansão de 4,1%.

Além disso, a agência de estatísticas Eurostat informou que as novas encomendas à indústria na zona do euro cresceram 2,5% entre maio e junho. Na comparação com junho do ano passado, o avanço foi de 22,6%.

Pela manhã, os índices futuros americanos e o mercado europeu apresentavam queda superior a 1%.

Na Ásia, as bolsas já fecharam os negócios no vermelho. No Japão, o índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, teve queda de 1,33%; em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,10%; e, em Seul, o Kospi caiu 0,41%. Exceção do dia, em Xangai, o Shanghai Composite avançou 0,41%.

No campo corporativo, fontes citadas pelo jornal canadense Globe and Mail revelaram que a empresa anglo-australiana Rio Tinto estaria considerando uma oferta pela fabricante canadense de fertilizantes Potash junto com uma empresa chinesa.

A publicação reportou que a Potash está em conversações com uma série de empresas chinesas e outras companhias internacionais em busca de propostas para afastar a oferta hostil de quase US$ 40 bilhões apresentada pela BHP Billiton.

Ontem, a Vale desmentiu informações que circulavam nos mercados de que "teria feito proposta de compra por empresa produtora de fertilizantes ou de que estaria em negociações com o objetivo de fazer uma proposta de compra".

No mesmo dia, a Potash rejeitou oficialmente a oferta da BHP e avisou estar considerando um leque de alternativas.

No setor financeiro, o Banco de Brasília (BRB) e o Banco do Brasil (BB) encerraram as negociações para possível venda do controle da instituição regional, segundo comunicado de fato relevante divulgado ontem. Além da divergência de valores, a crise política deflagrada no fim do ano passado no Distrito Federal esfriou as conversas e inviabilizou o acordo.

(Beatriz Cutait | Valor)
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