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24/08/2010 - 17h14

Depois de subir a R$ 1,783, dólar vira e fecha em baixa

SÃO PAULO - O mercado de câmbio local teve dois momentos distintos no pregão desta terça-feira. No começo dos negócios, a formação de preço estava aliada à degradação de humor externo, mas depois de a divisa marcar as máximas do dia acima de R$ 1,78, a formação de preço descolou da instabilidade externa e assim ficou até o encerramento do pregão.

No fim do pregão, o dólar comercial era negociado a R$ 1,763 na compra e R$ 1,768 na venda, queda de 0,11%. Na mínima, a divisa caiu a R$ 1,763, depois de fazer máxima de R$ 1,783. O giro estimado para o interbancário somou US$ 1,9 bilhão.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar apontava baixa de 0,15%, para R$ 1,7633. O volume desabou de US$ 313,25 milhões para US$ 88 milhões.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), marcava baixa de 0,31%, a R$ 1,768, antes do ajuste final de posições.
Pelo lado doméstico, o que explica essa força do real no pregão de hoje é que mais exportadores vieram ao mercado com a puxada de preço para R$ 1,783.
Fora isso, o pano de fundo das negociações continua sendo a capitalização da Petrobras. Com a possibilidade de a operação sair até o dia 30 de setembro, conforme defendem alguns membros do governo e da empresa, não há estímulo para a compra de moeda, pois umas algumas dezenas de bilhões de dólares podem vir ao país participar da oferta.

No câmbio externo, o dólar também perdeu valor após novas indicações de debilidade econômica. Segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA, a venda de moradias usadas desabou 27,2% em julho, maior queda já registrada e bastante superior ao recuo de 14% previsto. As vendas anualizadas somaram 3,83 milhões de unidades no mês passado, menor leitura desde maio de 1995.

Com a divulgação da notícia, no período da manhã, o dólar passou a perder do euro, que retomou e defende a linha de US$ 1,26, após fazer mínima na casa de US$ 1,25. A demanda por real seguiu firme apesar do aumento na aversão ao risco do mercado. O VIX, índice que mede a volatilidade das opções do mercado americano e é visto como um termômetro do medo do mercado, subia 5,4%, para 27,05 pontos, mas chegou a passar dos 28 pontos na máxima do dia.

(Eduardo Campos | Valor)
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