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24/08/2010 - 13h08

Dólar acentua baixa e sai a R$ 1,763

SÃO PAULO - O dólar comercial continua oscilando próximo da estabilidade depois de registrar forte puxada de alta no começo dos negócios. A moeda chegou a R$ 1,783 na máxima, apreciação de 0,90% e maior preço em um mês, refletindo a forte piora de humor externo.

De súbito, as compras perderam força e a moeda devolveu toda a valorização. Por volta das 13h10, o dólar comercial caía 0,22%, a R$ 1,763 na venda, nova mínima do dia.

No mercado futuro, as vendas são mais firmes. O dólar com vencimento em setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), recuava 0,39%, a R$ 1,7665.

São destacados fatores locais para explicar tal comportamento da moeda. Foi verificada nas mesas de operação o retorno dos telefonemas de exportadores com o dólar subindo para a linha de R$ 1,78.
Sabe-se que existem algumas dezenas de bilhões de dólares em exportação que estão sendo mantidas no mercado externo, pois a taxa não é atrativa à conversão.

Outro ponto que limita a alta do dólar é a expectativa com relação à capitalização da Petrobras. Com a possibilidade de a operação sair até setembro, poucos se arriscam a tomar dólar, pois a previsão é de uma enxurrada de moeda americana para o país.

Em entrevista, hoje, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, disse que o governo trabalha com prazo de 30 de setembro para a assinatura do contrato de cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo da União à Petrobras. "A intenção é manter o cronograma e nós estamos empenhados nesse sentido", afirmou a ministra ao chegar ao II Fórum Brasil Conectado.
O câmbio externo também passou por reversão. O euro, que fez mínimas na linha de US$ 1,25, mudou de lado e retomou o patamar de US$ 1,26. A virada de mão esteve relacionada à divulgação das vendas de imóveis usados nos Estados Unidos.

Segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA a venda de moradias antigas desabou 27,2% em julho, maior queda já registrada e bastante superior ao recuo de 14% previsto. Com mais esse sinal negativo sobre a atividade americana, os agentes reduziram um pouco a compra de dólares.

Em Wall Street, os índices seguem no vermelho, mas longe das mínimas do dia. Há pouco, o Dow Jones declinava 0,80%. O mesmo vale para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que reduziu as perdas do dia para 0,77%, depois de cair 1,43%.

O VIX, índice que mede a volatilidade das opções do mercado americano e é visto como um termômetro do medo do mercado, subia 3,5%, para 25,5 pontos, mas chegou a passar dos 28 pontos na máxima do dia.

(Eduardo Campos | Valor)
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