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24/08/2010 - 12h40

Ibovespa segue mercado externo e registra queda nos negócios

SÃO PAULO - O mercado acionário brasileiro mantém a trajetória negativa no pregão desta terça-feira, pressionado pelas bolsas americanas e também com a forte queda dos preços das commodities.

Por volta das das 12h40, o Ibovespa recuava 1,02%, para 65.311 pontos. O giro financeiro negociado estava em R$ 1,98 bilhão.

No mercado americano, as bolsas reduziram as perdas, mas continuam no vermelho. Minutos atrás, o índice Dow Jones declinava 0,71%, o S & P 500 registrava baixa de 0,88% e o Nasdaq diminuía 0,88%.

Os investidores adotam cautela nas operações desde o início da jornada, quando estavam na expectativa dos números do setor imobiliário americano. E as notícias foram, de fato, negativas para o segmento.

Segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA (NAR, na sigla em inglês), as vendas de casas existentes no país despencaram 27,2% no mês passado, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 3,83 milhões de unidades. As revendas ficaram no menor patamar desde o início da série, em 1999, e a queda registrada foi praticamente o dobro do esperado.

"O número das revendas foi bem ruim e, com um pessimismo que já estava presente no mercado, vemos uma aversão a risco maior, mesmo com os números positivos do PIB alemão e das encomendas à indústria na zona do euro", pontuou o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger.

No cenário corporativo, as principais ações do Ibovespa colaboram para a baixa do índice.

Minutos atrás, as ações PNA da Vale cediam 1,65%, a R$ 41,60, com giro de R$ 333,7 milhões, enquanto os papéis PN da Petrobras recuavam 0,56%, a R$ 26,51, com volume negociado de R$ 173,5 milhões.

Ainda entre os principais giros do dia, as ações ON da OGX Petróleo caíam 0,54%, a R$ 20,24, com R$ 100,8 milhões negociados.

No último pregão, os papéis da Vale pesaram sobre a trajetória do Ibovespa, diante da possibilidade de aquisição da empresa canadense de fertilizantes Potash.

Na noite de ontem, entretanto, a Vale desmentiu informações que circulavam nos mercados de que "teria feito proposta de compra por empresa produtora de fertilizantes ou de que estaria em negociações com o objetivo de fazer uma proposta de compra".

E, na continuação da "novela" da capitalização da Petrobras, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, disse que o governo segue trabalhando com prazo de 30 de setembro para a assinatura do contrato de cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo da União à Petrobras.

Ao ser questionada quanto ao risco de prorrogação dos prazos, a ministra admitiu a possibilidade de isso acontecer. "Eventualmente, pode haver alguma complicação. A ideia é manter o cronograma. Estamos analisando os dados tanto da certificadora da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) quanto da Petrobras para achar um consenso de preço", ressaltou.

Sobre o conflito entre os preços estimados pela ANP e pela Petrobras, a ministra disse que o governo ainda não trabalha com a hipótese de contratação de uma terceira certificadora. Isso implicaria, segundo ela, em adiamento da capitalização.
Entre as maiores quedas do Ibovespa figuravam, instantes atrás, os papéis Bradespar PN (-2,32%, a R$ 36,58), Telemar ON (-3,09%, a R$ 30,38) e Telemar Norte Leste PNA (-3,11%, a R$ 46,40).

Já as principais altas do índice, que são minoria neste pregão, partiam das ações Souza Cruz ON (0,88%, a R$ 80,00), Cemig PN (0,77%, a R$ 25,92) e Lojas Renner ON (0,48%, a R$ 56,42).

(Beatriz Cutait | Valor)
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