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24/08/2010 - 17h20

Justiça condena Garotinho por formação de quadrilha

RIO - O ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, foi condenado a dois anos e meio de prisão pela 4ª Vara Federal Criminal, sob a acusação de formação de quadrilha, em decisão convertida em prestação de serviços e suspensão de direitos. Além de Garotinho, foram condenados o ex-deputado estadual Álvaro Lins e outros sete acusados no mesmo processo. Todos os réus podem apelar da decisão em liberdade.

Lins foi condenado a 28 anos, por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens. Entre os condenados estão também os policiais civis Alcides Campos Sodré Ferreira, Daniel Goulart, Fábio Menezes de Leão, Mario Franklin Leite de Carvalho e Ricardo Hallak, entre outras pessoas. As penas variam de dois anos de reclusão a 11 anos e três meses de prisão.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o processo resultou da continuação de apurações da operação Gladiador, desencadeada pelo MPF e Polícia Federal, da quebra de sigilo fiscal de Álvaro Lins e de investigações posteriores de documentos colhidos pela PF.

"A sentença é positiva e reflete uma conquista no combate à corrupção e à impunidade no país. Não obstante, o MPF já recorreu, entre outras coisas, para aumentar a pena de alguns dos condenados, entre eles o ex-governador Antony Garotinho", disse, em nota, o procurador da República Leonardo Cardoso de Freitas. Ainda de acordo com o MPF, a decisão foi tomada no dia 18, mas só veio a público agora, depois que todos os réus foram comunicados.

(Rafael Rosas| Valor)
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