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24/08/2010 - 12h39

Petrobras fecha parceria para etanol a partir de bagaço de cana

RIO - A Petrobras Biocombustíveis fechou parceria com a americana KL Energy para o desenvolvimento tecnológico voltado ao processamento de etanol a partir de bagaço de cana-de-açúcar. O objetivo da estatal é elevar a produção de etanol em 40% sem realizar desmatamento e sem elevar a utilização de matéria-prima em "uma só cana", acredita o gerente de Gestão Tecnológica da Petrobras Biocombustíveis, João Norberto Noschang Neto.

Na parceria, a brasileira pode investir até US$ 11 milhões, totalmente destinados à planta da KLE. Desse total, US$ 6 milhões serão direcionados para a adaptação da unidade de demonstração que a americana já detém em Upton, no estado de Wyoming.

O restante será utilizado caso os testes para produção a partir de bagaço sejam positivos. Os US$ 5 milhões seriam utilizados para o pagamento de royalties e da propriedade intelectual sobre a tecnologia já desenvolvida pela americana.

A escolha da KLE se deu devido à sua experiência em desenvolvimento tecnológico para produção de etanol a partir de celulose. Segundo o presidente da empresa, Peter Gross, a companhia já tem estudos para produção de etanol a partir de bagaço e de madeira. Eles detêm negócios no Brasil e na Colômbia, além dos próprios Estados Unidos.

A parceria poderá levar à construção de nova unidade de produção pela Petrobras. "Se tudo correr como o esperado, pretendemos partir para uma unidade de produção de escala maior do etanol de segunda geração", disse Noschang. A unidade industrial agregaria pelo menos 40% a mais que uma unidade de primeira de geração de etanol.

Atualmente, não há, no mundo, nenhuma unidade de produção com escala industrial, segundo o gerente da Petrobras Biocombustíveis.
O objetivo, com o investimento, é tentar manter a unidade na "vanguarda tecnológica". A parceria com a KLE vai acelerar o processo da Petrobras, já que o desenvolvimento de uma planta de testes levaria ao menos dois anos, enquanto a adaptação da planta nos EUA deve levar cerca de seis meses.

(Juliana Ennes | Valor)
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