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24/08/2010 - 18h01

Preocupação com retomada econômica se alastra e Bovespa tem 4ª queda

SÃO PAULO - Um tom pessimista que pesou sobre os mercados asiáticos se alastrou pelas bolsas europeias e americanas e também atingiu a praça acionária brasileira nesta terça-feira.

A preocupação com o ritmo de recuperação econômica mundial ganhou reforço nos dados piores que o previsto do mercado imobiliário dos Estados Unidos, o que estimulou a fuga dos ativos considerados de maior risco.

Diante desse cenário, tanto o mercado brasileiro, como o americano, consolidou o quarto pregão seguido de baixa.

O Ibovespa fechou os negócios com desvalorização de 1,25%, aos 65.156 pontos, no menor patamar desde o dia 21 de julho (64.476). O giro financeiro atingiu R$ 4,98 bilhões.

Em Wall Street, enquanto o índice Dow Jones teve queda de 1,32%, o Nasdaq registrou desvalorização de 1,66% e o S & P 500 cedeu 1,45%.

Destaque da jornada, a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA (NAR, na sigla em inglês) revelou que as vendas de casas existentes no país despencaram 27,2% no mês passado, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 3,83 milhões de unidades. As revendas ficaram no menor patamar desde o início da série, em 1999, e a queda registrada foi praticamente o dobro do esperado.

"O indicador de hoje veio muito abaixo do previsto e reforça a ideia de que economia americana vai voltar à recessão. A notícia foi mal assimilada pelo mercado", comentou o sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno.

Ainda nesta semana, o mercado está de olho na segunda prévia do PIB trimestral americano, que será publicada na sexta-feira.

No âmbito corporativo, em um dia de baixa dos preços das commodities, o desempenho das "blue chips" ajudou o Ibovespa a recuar mais uma vez.

Nesta jornada, as ações PNA da Vale cederam 2,29%, a R$ 41,33, com volume movimentado de R$ 684 milhões, enquanto os papéis PN da Petrobras perderam 1,95%, a R$ 26,14, com giro de R$ 416,5 milhões.

Já as ações ON da OGX Petróleo tiveram decréscimo de 0,49%, a R$ 20,25, com total negociado de R$ 395,7 milhões.

Apesar de a Vale ter negado os rumores, a possibilidade de compra da canadense Potash continuou a circular no mercado e a pesar sobre os papéis.

Exceções do dia, as maiores valorizações do Ibovespa partiram dos papéis Cemig PN (2,91%, a R$ 26,47), Braskem PNA (2,09%, a R$ 14,65) e Ultrapar PN (1,67%, a R$ 96,47).

Nota publicada na edição desta terça do Valor mostrou que a Braskem estuda uma emissão de títulos perpétuos ainda este ano para refinanciar papéis emitidos em 2005 com juros de 9,75%. Entre os objetivos da nova emissão estaria a redução do custo da dívida, de US$ 150 milhões.

As principais baixas do Ibovespa nesta jornada ficaram com as ações PN da Bradespar (-3,2%, a R$ 36,25), que integra o bloco de controle da Vale, com as units da ALL (-3,26%, a R$ 16,01) e com os papéis ON da Embraer (-3,87%, a R$ 10,42).

Nesta terça-feira, a agência oficial de notícias chinesa Xinhua reportou a queda de um avião na província de Heilonjiang, no país asiático, que provocou a morte de pelo menos 43 pessoas.

Segundo o veículo, a aeronave é da companhia aérea Henan Airlines e teria mais de 90 pessoas a bordo. Os aviões do portfólio da empresa para os voos domésticos são da Embraer.

(Beatriz Cutait | Valor)
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