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24/08/2010 - 12h30

Temer defende referendo sobre revisão constitucional

SÃO PAULO - Candidato à vice-presidente na chapa encabeçada por Dilma Rousseff (PT), o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), disse hoje ser favorável a realização de um referendo para avaliar se a população aprova uma proposta de revisão constitucional.

Temer observou que não é preciso fazer uma nova Constituinte. Caberia ao Congresso eleito neste ano fazer a revisão constitucional. "O que eu proponho é que se faça um referendo para verificar se o povo concorda ou não. Nós precisamos utilizar mais a figura do plebiscito, que é manifestação da democracia direta", disse o peemedebista durante debate com os candidatos à vice-presidente.

Vice de Marina Silva (PV), Guilherme Leal ressaltou que a sua campanha já defendeu a ideia de promover uma Assembleia Constituinte exclusiva para aprovar reformas importantes ao país. Segundo ele, a reforma política seria determinante para avançar em outras áreas, além de criar um ambiente propício à competitividade e a eficiência.
"Essas reformas são fundamentais e em uma situação normal, elas não têm sido obtidas em função do quadro político em que vivemos", frisou. A proposta do referendo, no entanto, foi descartada pelo deputado Indio da Costa (DEM-RJ), vice na chapa de José Serra (PSDB).

O parlamentar aproveitou sua oportunidade para criticar o fato de Dilma não ter comparecido ontem ao debate das TVs católicas com os presidenciáveis. Além disso, rebateu as declarações do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Franklin Martins, que o classificou de "besta".

Segundo Indio, Franklin Martins teria dito, durante uma conferência realizada em março deste ano, que quer controlar a imprensa. O ministro, contudo, divulgou uma nota na semana passada em que rejeitou as afirmações de Serra de que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contra a liberdade de expressão.

Durante o debate, Indio voltou a associar o PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Para combater o crime organizado, o vice de Serra defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública e disse ser contra a descriminalização da maconha. "Nunca usei maconha. Não gosto de droga", respondeu Indio após ser questionado sobre o tema.

"Ele (Fernando Gabeira) já viu o que aconteceu em países que fizeram isso. E as pessoas podem ter a opinião que quiserem. O FHC é favorável, mas não propôs liberar as drogas em seu governo", acrescentou Indio em relação aos dois políticos aliados que defendem a descriminalização da maconha.

(Fernando Taquari | Valor)
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