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25/08/2010 - 09h43

Agenda americana volta a nortear abertura da Bovespa

SÃO PAULO - Novos números piores que o esperado da economia americana devem voltar a pesar sobre os mercados acionários nos negócios desta quarta-feira.

Nesta manhã, o Departamento do Comércio mostrou que os novos pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 0,3% em julho, após dois meses de queda.

Diante do indicador bem mais fraco que o previsto e da sinalização negativa dos índices futuros americanos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também deve abrir o pregão no vermelho, dando continuidade ao movimento dos últimos quatro dias.

Há pouco, o índice futuro recuava 0,80%, para 65.515 pontos.

Ontem, o Ibovespa teve queda de 1,25%, ficando em 65.156 pontos, no menor patamar desde 21 de julho (64.476). O giro financeiro foi de R$ 4,98 bilhões.

De volta à agenda americana, a Mortgage Bankers Association (MBA), entidade que representa a indústria de financiamento imobiliário nos Estados Unidos, revelou que o volume de solicitações de empréstimos imobiliários no cresceu 4,9% no país na semana finalizada em 20 de agosto, em relação à anterior, com ajuste sazonal.

Os investidores ainda aguardam o indicador de venda de imóveis novos nos EUA durante o mês de julho. O consenso sugere estabilidade, após forte alta em junho. O dado saiu um dia após a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA revelar que a venda de moradias antigas desabou 27,2% em julho, bem acima do recuo previsto de 14%.

Na Ásia, as bolsas reagiram mal aos dados de vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos e fecharam no vermelho. Na China, o índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, recuou 2,03%; em Hong Kong, o Hang Seng declinou 0,11%; e em Seul, o Kospi caiu 1,46%; e, no Japão, o Nikkei 225 teve baixa de 1,66%.

O Ministério das Finanças do Japão revelou hoje que as exportações do país somaram 5,98 trilhões de ienes (US$ 71,2 bilhões) em julho, um crescimento de 23,5% em relação ao mesmo período de 2009.
No campo corporativo, a mineradora anglo-australiana BHP Billiton informou que teve lucro de US$ 12,7 bilhões no ano fechado em 30 de junho, um aumento de 116,5% em relação ao mesmo período do calendário anterior, quando a companhia obteve ganho de US$ 5,9 bilhões. Excluindo itens extraordinários, o ganho ficou em US$ 12,469 bilhões, com crescimento de 16,3%.

Vale lembrar que a BHP Billiton fez uma investida para ter a Potash, empresa canadense de fertilizantes, que rejeitou essa aproximação e disse estar estudando alternativas.

No Brasil, em reunião realizada ontem, o Conselho de Administração da siderúrgica mineira Usiminas resolveu deixar para novembro a decisão final sobre seu projeto de expansão da capacidade produtiva de aço.

A construção de uma nova usina, em Santana do Paraíso, a sete quilômetros da fábrica atual em Ipatinga (MG), está orçada em US$ 6 bilhões, incluindo a instalação de uma termelétrica para geração de energia a partir dos gases dos altos-fornos e da aciaria.

O projeto da nova unidade de produção, lançado em meados de 2008, foi reapresentado para análise dos conselheiros, depois de ter sido suspenso no ano passado por conta da crise econômica mundial.

"O conselho continuará a analisá-lo até a próxima reunião, em novembro, quando será tomada a decisão sobre o projeto", informou a empresa, em nota.

Já a Refinaria Manguinhos, instalada no Rio de Janeiro, anunciou a retomada da operação de uma de suas unidades de destilação, após um período de ajustes.

De acordo com a empresa, a unidade já está processando o condensado de petróleo recentemente adquirido, o que resultará em um aumento da capacidade de produção. A refinaria não processava petróleo bruto desde 2006 e vinha produzindo apenas gasolina a partir de nafta.

(Beatriz Cutait | Valor)
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