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25/08/2010 - 18h55

BC simplifica regras para cooperativas de crédito

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) decidiu flexibilizar e reduzir os custos contábeis e operacionais das cooperativas de crédito. Para isso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje regra que vai exigir parcela única de capital próprio para fazer face a todos os riscos da instituição. A medida deve atender a 95% das 1,3 mil cooperativas singulares, com ativos totais inferiores a R$ 200 milhões, e a 40% das 38 centrais. São instituições "sem complexidade e de baixo risco", que não operam com câmbio, commodities, derivativos, ouro, operações compromissadas ou tenham cotas de aplicações em fundos de investimento.

Segundo o chefe do Departamento de Normas do BC, Sergio Odilon, uma circular da diretoria deverá fixar as novas exigências que as cooperativas deverão observar. A mudança de hoje atende a sugestão da área de fiscalização da autoridade monetária, que constatou despesas elevadas das cooperativas, obrigadas a contratar empresas especializadas apenas para os cálculos de contabilidade exigidos pelo BC.

Assim, o CMN está permitindo que ao invés de separar parcelas específicas de capital para cobrir os três grandes riscos exigidos das instituições financeiras (risco de crédito, de mercado e operacional), as cooperativas simplificadas terão um indicador único, aglutinando tudo no capital requerido para o risco de crédito.

"Estamos reduzindo custos operacionais sem abrir mão da prudência necessária", justificou Odilon. "No limite, a medida reduz spreads nos empréstimos aos cooperados", concluiu ele.

(Azelma Rodrigues | Valor)
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