UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

25/08/2010 - 14h39

Bolsas europeias renovam baixas com indicadores fracos nos EUA

SÃO PAULO - Uma nova rodada de indicadores fracos da economia americana levou as bolsas europeias a renovarem as quedas nesta quarta-feira. O rebaixamento do rating da Irlanda pela S & P e a revisão para baixo do PIB da Espanha em 2009 também colaboraram para o mau humor do mercado.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,90%, para 5.109 pontos; em Paris, o CAC 40 perdeu 1,17%, aos 3.450 pontos; e em Frankfurt, o DAX fechou aos 5.900 pontos, com recuo de 0,61%.

Depois da forte queda de vendas de casas usadas nos EUA, divulgada ontem, hoje os investidores ficaram sabendo que as vendas de casas novas caíram 12,4% em julho. Na comparação com julho de 2009, o indicador diminuiu 32,4%.

Outro número fraco publicado nesta quarta-feira foi o de pedidos de bens duráveis. Embora tenha subido 0,3% em julho, para US$ 193 bilhões, após dois meses de queda, o índice veio muito abaixo dos 2,7% projetados por economistas.

Em compensação, os pedidos de hipotecas aumentaram 4,9% na semana passada. As solicitações de refinanciamento de empréstimos imobiliários existentes tiveram elevação de 5,7% em relação à prévia anterior, marcando seu maior nível desde 1 de maio de 2009, destaca a MBA.

Os mercados europeus também repercutiram hoje a decisão da Standard & Poor ' s (S & P) de reduzir a nota de classificação de risco de crédito soberano de longo prazo da Irlanda, de "AA" para "AA-". A perspectiva do rating é negativa, o que indica que novos rebaixamentos poderão acontecer.

"O rebaixamento reflete nossa avaliação de que o aumento do custo orçamentário para sustentação do setor financeiro irlandês vai enfraquecer ainda mais a capacidade fiscal do governo a médio prazo", disse o analista da S & P Trevor Cullinan, em comunicado.

Na Espanha, as estimativas de crescimento da economia no ano passado foram revisadas para baixo. A retração do PIB chegou a 3,7%, ante a previsão anterior, de 3,6%.

No ambiente corporativo, destaque para o balanço da mineradora anglo-australiana BHP Billiton, que apresentou lucro de US$ 12,722 bilhões no ano fechado em 30 de junho, um aumento de 116,5% em relação ao mesmo período do calendário anterior. Excluindo itens extraordinários, o ganho ficou em US$ 12,469 bilhões, com crescimento de 16,3%. As ações da companhia fecharam em baixa de 2%.

Os papéis da Heineken subiram 1,3% na bolsa de Amsterdã com a notícia de que a cervejaria holandesa encerrou o primeiro semestre do ano com um crescimento de 42% de seu lucro líquido, que totalizou 695 milhões de euros.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)
Hospedagem: UOL Host