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25/08/2010 - 19h25

Candidatos recebem propostas para valorizar setor de tecnologia

SÃO PAULO - Os candidatos aos governos estaduais e à Presidência da República recebem esta semana um conjunto de propostas para valorizar o as indústrias de software e serviços de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil.

O documento elaborado conjuntamente pelas associações Abes, Assespro, Brasscom, Fenainfo, Softex e Sucesu tem como objetivo promover o desenvolvimento tecnológico local, ampliar a geração de empregos no setor e a inserção do Brasil no mercado internacional de serviços tecnológicos, informaram as entidades nesta quarta-feira.

Em 2009, a indústria de software e serviços de TI faturou US$ 22,4 bilhões apresentando seu menor índice de crescimento nos últimos cinco anos - 2,4% em relação a 2008 - especialmente por conta da crise econômica global e da alta do dólar.
Para para alcançar a meta elevar em pelo menos 50% o peso do segmento sobre o Produto Interno Bruto (PIB), que hoje é de 8,3%, as entidades acreditam que seja necessário rever o modelo de negócios da indústria nacional.

A proposta entregue aos candidatos inclui a mudança no modelo de encargos sobre a folha de pagamento, que hoje soma 36%. As entidades sugerem a criação de um mecanismo para que os encargos sociais sejam cobrados sobre o faturamento da empresa e não sobre a folha.

Outra sugestão do setor refere-se a incentivos do governo a processos de fusão e aquisição de empresas locais para elevar sua competitividade no cenário internacional. Hoje, 94% das empresas nacionais de software e serviços são micro ou pequenas e 5% são médias, sendo que metade não supera cinco anos de vida, alerta a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes).

Os representantes da indústria também recomendam atenção redobrada dos futuros governantes à formação profissional do setor, que hoje já carece de 71 mil profissionais qualificados - volume que deve chegar a 200 mil em 2013, de acordo com dados da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para atingir a meta de exportações de US$ 20 bilhões por ano, nos próximos dez anos, as associações calculam que serão necessários 300 mil novos profissionais, considerando que a cada US$ 1 bilhão exportado é preciso criar 20 mil postos de trabalho. Já no mercado interno, a demanda de novas contratações atingirá 450 mil profissionais.

(Daniela Braun | Valor)
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