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25/08/2010 - 11h06

Desemprego recua a 12,4% em julho em 7 regiões, mostram Seade-Dieese

SÃO PAULO - A taxa de desemprego nas sete regiões avaliadas pela Fundação Seade e Dieese caiu para 12,4% em julho. Um mês antes, estava em 12,7%. Em julho de 2009, o nível de desemprego se situou em 14,8%.

"O movimento de decréscimo da taxa de desemprego total, no conjunto das regiões metropolitanas, refletiu o mesmo comportamento registrado em Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, São Paulo e Distrito Federal, com exceção de Salvador, onde este indicador apresentou relativa estabilidade", informaram as entidades.

Em São Paulo, por exemplo, o indicador saiu de 12,9% em junho para 12,6% em julho. Em Recife, foi de 17,6% para 17,2%. No caso de Fortaleza, passou de 10,6% para 10,2%. Ainda com dois dígitos, a taxa de desemprego no Distrito Federal recuou para 13,7%, depois de marcar 14% em junho.

IBGE X Dieese/Seade

Diferentes levantamentos medem o desemprego no país. Os números do IBGE, por exemplo, são bem menores que os do Dieese/Seade.

As divergências ocorrem por causa das metodologias diferentes adotadas. A principal delas é que o IBGE mede apenas o desemprego aberto, ou seja, quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e não exerceu nenhum tipo de trabalho -remunerado ou não- nos últimos sete dias.

O Seade/Dieese também considera o desemprego oculto pelo trabalho precário (pessoas que realizaram algum tipo de atividade nos 30 dias anteriores à pesquisa e buscaram emprego nos últimos 12 meses) e o desemprego oculto pelo desalento (quem não trabalhou nem procurou trabalho nos últimos 30 dias, mas tentou nos últimos 12 meses).

Quanto à Belo Horizonte, a taxa foi de 8,5% para 8,3% entre junho e julho. Em Porto Alegre, o indicador deixou os 9,5% para 8,9%. Em Salvador, porém, a taxa alcançou 16,9%, vindo de 16,7%.

O contingente de desempregados diminuiu em 66 mil pessoas no mês passado, para 2,729 milhões de pessoas. O total de ocupados, por sua vez, avançou de 19,228 milhões de pessoas em junho para 19,277 milhões um mês depois.

"A criação de 49 mil ocupações, simultaneamente à relativa estabilidade da População Economicamente Ativa (-0,1%, ou 18 mil pessoas a menos no mercado de trabalho), resultou na saída de 66 mil pessoas da situação de desemprego", explicaram Seade-Dieese.

Em Serviços, houve acréscimo de 37 mil ocupações. Na Indústria, foram adicionadas 20 mil vagas. No Comércio e no campo Outros Setores, que incluem serviços domésticos e outros ramos de atividade, houve perda de postos.

No conjunto das regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados subiu 0,5% em junho, alcançando R$ 1.265. O rendimento médio real dos assalariados encolheu 0,2%, para R$ 1.319.

(Juliana Cardoso | Valor)

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