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25/08/2010 - 12h10

Dólar ainda sobe, mas sem força para ultrapassar R$ 1,78

SÃO PAULO - O risco de um segundo mergulho recessivo da economia americana continua a pautar os negócios no mercado de câmbio e o dólar segue ganhando do real. Por volta das 12 horas, a moeda americana tinha alta de 0,39%, cotada a R$ 1,770 na compra e a R$ 1,772 na venda.

No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM & F tinha ligeira perda de 0,08%, cotado a R$ 1,772. Em Wall Street, o Dow Jones e o S & P 500 cediam 0,43% e 0,48%, respectivamente.

Há pouco, os investidores souberam que as vendas de casas novas nos Estados Unidos recuaram 12,4% em julho, para uma taxa anualizada ajustada de 276 mil unidades, segundo o Departamento do Comércio americano. É um novo dado do setor imobiliário dos EUA que alarma os analistas, que apostavam em estabilidade.

No entanto, ao que parece, os agentes não repercutiram tanto o indicador no câmbio interno, uma vez que, logo após sua divulgação, a cotação do dólar ficou próxima à estabilidade. Somente há pouco, seu preço subiu e voltou ao patamar verificado hoje mais cedo. O diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, explica que a questão é que nada mudou efetivamente.

"Os dados do setor imobiliário divulgados ontem e hoje se referem a julho, mês de férias nos EUA. Poucas pessoas compram casa nas férias", analisa. "Na verdade, nada mudou. A situação é dramática, a economia americana não anda, sua população continua sem perspectiva de emprego ou aumento na renda e o consumo diminuiu".

Medeiros lembra que "o mundo todo" está esperando uma atuação mais forte por parte do governo americano, porém seu alto nível de endividamento pode constituir uma barreira.

Passando para o cenário interno, o preço do dólar sofre influência da expectativa quanto à capitalização da Petrobras, de forma que não há espaço para uma valorização muito acentuada da divisa ante o real. Para alguns analistas, o preço não deve ultrapassar o patamar de R$ 1,78 hoje.

Caso a operação da estatal ocorra de fato em setembro, os recursos envolvidos podem levar o dólar a R$ 1,70, avalia o diretor de câmbio da Pioneer Corretora.
No mercado de câmbio externo, o euro segue perdendo para o dólar, cotado a US$ 1,2641.

(Karin Sato | Valor)
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