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25/08/2010 - 13h18

Dólar reduz alta a 0,22% e vale R$ 1,769

SÃO PAULO - O dólar comercial segue apresentando leve alta ante o real, mas já opera longe das máximas registradas acima de R$ 1,77.

Por volta das 13h15, o dólar comercial apontava valorização de 0,22%, a R$ 1,769 na venda. Na máxima, a divisa foi a R$ 1,778.

No mercado futuro, as ordens de venda são maioria. O contrato para setembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) foi a R$ 1,7795, mas, há pouco, recuava 0,19%, a R$ 1,7705.

O ambiente de negociação segue instável conforme a economia americana dá renovados sinais de fragilidade. O dia começou com as encomendas por bens duráveis em julho, que subiram apenas 0,3%, bem abaixo do esperado.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos mostrou que a venda de imóveis novos caiu 12,4% no mês passado, para 276 mil unidades na taxa anualizada, pior leitura desde 1963.

Apesar dos dados, as bolsas americanas ensaiam recuperação. O Dow Jones luta para defender a importante linha dos 10.000 pontos, furada no começo dos negócios. Há pouco, o índice perdia 0,21%, a 10.019 pontos.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) replicava o movimento externo e caía 0,87%, operando abaixo dos 65 mil pontos.

No câmbio externo, o euro defende leve alta ante o dólar, sendo negociado acima de US$ 1,26. Já entre as commodities, o barril de WTI retoma a linha dos US$ 71.

De volta ao mercado local, o Banco Central (BC) apresentou o fluxo cambial parcial. Na semana, encerrada dia 20 de agosto, o saldo foi negativo em US$ 1,64 bilhão, reflexo de uma saída via conta comercial de US$ 1,49 bilhão e saque financeiro de US$ 154 milhões.

Ainda na semana, o BC comprou US$ 533 milhões em leilões no mercado à vista. Com isso, o saldo efetivo no mercado foi negativo em US$ 2,18 bilhões. O que ajuda a explicar o aumento nas posições vendidas dos bancos para próximo dos US$ 12 bilhões, novamente.

No acumulado do mês, até o dia 20, o fluxo ainda era positivo em US$ 715 milhões, enquanto as compras no BC totalizavam US$ 2,90 bilhões. Com isso, o saldo efetivo no mês era negativo em US$ 2,19 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)
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