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25/08/2010 - 10h24

Dólar segue em alta, cotado a R$ 1,771 na venda

SÃO PAULO - A moeda americana opera em alta ante o real desde a abertura dos negócios, com a aversão ao risco que tem pautado os investidores no exterior. Porém, ainda não é possível traçar uma tendência, já que ontem, apesar do temor quanto a um segundo mergulho recessivo da economia americana, o dólar comercial encerrou o pregão com queda de 0,11%, alimentado principalmente por uma dinâmica interna própria.

Por volta das 10h20, o dólar comercial registrava valorização de 0,33%, cotado a R$ 1,769 na compra e a R$ 1,771 na venda. No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM & F tinha ligeira perda de 0,08%, cotado a R$ 1,772.

Entre os indicadores que preenchem a agenda desta quarta-feira, os novos pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 0,3% em julho, para US$ 193 bilhões, de acordo com o Departamento do Comércio americano. Apesar de ser a primeira alta após dois meses de declínio, o resultado veio pior do que a expectativa do mercado, que era de avanço de 3%.

Além disso, excluindo transportes, as novas encomendas caíram 3,8%, sendo que os analistas de Wall Street apostavam em uma alta de 0,5%.

Os investidores também souberam hoje que o volume de solicitações de financiamentos imobiliários nos EUA cresceu 4,9% na semana finalizada em 20 de agosto, em relação à anterior, com ajuste sazonal. O dado foi divulgado pela Mortgage Bankers Association (MBA), entidade que representa a indústria de financiamento imobiliário nos Estados Unidos.

Ontem, as bolsas em Wall Street encerraram o dia com forte queda, com os agentes repercutindo o decepcionante resultado das vendas de imóveis usados nos EUA em julho. Por isso, as atenções hoje recaem sobre outro indicador do mercado imobiliário americano, desta vez referente à comercialização de imóveis novos no mês passado. O dado será divulgado ainda pela manhã e o consenso sugere estabilidade, após forte alta em junho.

Voltando à questão da dinâmica própria do câmbio doméstico, apesar do cenário de aversão ao risco, analistas não esperam que o dólar ultrapasse o patamar de US$ 1,78 nesta quarta-feira, por conta da capitalização da Petrobras. Como membros do governo e da estatal sinalizaram que a operação ocorrerá mesmo em setembro, a operação vem amenizando as pressões negativas sobre o câmbio.
No câmbio externo, os investidores seguem procurando um porto seguro e, como o dólar é considerado um ativo que oferece menos risco, o euro registrava, há pouco, queda de 0,32%, a US$ 1,2637. Os preços das commodities também observam declínio. Minutos atrás, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, cedia 0,41%.

(Karin Sato | Valor)
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