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25/08/2010 - 12h51

Ibovespa segue Wall Street e recua para 64.571 pontos

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) continua a operar em baixa no pregão desta quarta-feira, pelo quinto dia seguido, influenciado pelos negócios nas praças americanas e também com o peso de suas "blue chips".

Por volta das 12h45, o Ibovespa registrava queda de 0,90%, para 64.571 pontos. O giro financeiro negociado estava em R$ 2,3 bilhões.

No mercado americano, as bolsas reduziram as perdas, mas continuavam no vermelho. Minutos atrás, o índice Dow Jones declinava 0,25%, o S & P 500 recuava 0,39% e o Nasdaq diminuía 0,05%.

Os números divulgados nos Estados Unidos não foram positivos e estimularam as vendas nas bolsas desde a abertura dos negócios.

Logo cedo, o Departamento do Comércio americano revelou que os novos pedidos de bens duráveis no país subiram 0,3% em julho. Apesar de ter sido a primeira alta em três meses, o número veio abaixo do crescimento aproximado de 3% para o período.

Mais tarde, o governo mostrou que as vendas de casas novas nos EUA recuaram 12,4% em julho, para uma taxa anualizada ajustada de 276 mil unidades.

"Os números americanos só dão uma confirmação de que a probabilidade de um 'duplo mergulho' na economia está aumentando. Eles mostram um desaquecimento econômico e o mercado de renda variável sofre muito", pontuou o gerente de renda variável da Mapfre Investimentos, Carlos Eduardo Eichhorn.

No cenário corporativo, as "blue chips" operavam na mesma direção do Ibovespa, com queda superior a 1%.

Minutos atrás, as ações PNA da Vale verificavam decréscimo de 1,35%, a R$ 40,77, com giro de R$ 378 milhões, enquanto os papéis PN da Petrobras recuavam 1,07%, a R$ 25,86, com volume negociado de R$ 302,1 milhões.

Ainda entre os principais giros do dia, as ações PNA da Usiminas declinavam 1,03%, a R$ 45,91, com total movimentado de R$ 81,6 milhões.

Entre as maiores quedas do Ibovespa figuravam, instantes atrás, os papéis Bradespar PN (-1,84%, a R$ 35,58), Copel PNB (-1,86%, a R$ 39,44) e Gol PN (-2,05%, a R$ 21,94).

Já as principais altas do índice, que são minoria neste pregão, partiam das ações ON da mineradora MMX (2,30%, a R$ 12,43), de Braskem PNA (1,91%, a R$ 14,93) e de Cosan ON (1,46%, a R$ 23,48).

A Shell e a Cosan assinaram os contratos definitivos para a criação da joint venture para união das operações de combustíveis e de açúcar e etanol produzidos a partir de cana-de-açúcar. A expectativa é de que a formação da empresa resultante da parceria ocorra no primeiro semestre do ano que vem.

Fora do Ibovespa, destaque para as ações ON da Redentor Energia, que estão estreando no Novo Mercado. Há pouco, os papéis disparavam 35,45%, a R$ 7,45, com volume negociado de R$ 33,4 milhões.

Fluxo estrangeiro - Ainda no mercado brasileiro, o fluxo estrangeiro na Bovespa está positivo em R$ 166 milhões no acumulado do mês, até o dia 23, resultado de compras no valor de R$ 25,227 bilhões e de vendas de R$ 26,061 bilhões. Apenas na segunda-feira passada, quando o Ibovespa recuou 1,04%, o estrangeiro retirou R$ 56 milhões do mercado.

No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está positivo em R$ 735 milhões.

(Beatriz Cutait | Valor)
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