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25/08/2010 - 09h58

Serviços tiveram receita de R$ 680,1 bilhões em 2008, diz IBGE

SÃO PAULO - O Brasil tinha em 2008 879.691 empresas do setor de serviços não financeiros, com destaque para o segmento de artigos de vestuário e complementos, que contava com 173.555 empresas, ou 12,1% do total. Os dados constam da Pesquisa Anual de Serviços (PAS 2008), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No total, as companhias do setor de serviços pagaram em 2008 R$ 128,1 bilhões em salários para as 9,2 milhões de pessoas empregadas na atividade. Na comparação com 2007, o pessoal empregado no setor de serviços avançou 10,3%, enquanto a massa salarial subiu 14,6%.

A receita operacional líquida - já deduzidos os impostos, descontos, abatimentos e vendas canceladas - atingiu R$ 680,1 bilhões, com valor adicionado, que é a diferença entre o valor bruto da produção e o consumo intermediário, de R$ 376,5 bilhões. Em relação ao ano anterior, a receita líquida teve crescimento real de 13,1%.

A maior geração de receita ficou por conta dos serviços de informação e comunicação, com R$ 203,5 bilhões faturados em 2008, representando 29,9% do total obtido pelo setor de serviços. Dentro do segmento, o setor de atividades de telecomunicações respondeu por R$ 122,2 bilhões.

Já os serviços profissionais, administrativos e complementares foram responsáveis por 39,5% do pessoal ocupado no setor, com 3,6 milhões de pessoas. O segmento foi impulsionado pelos serviços para edifícios e atividades paisagísticas, com 850 mil funcionários.

Em termos de massa salarial, o maior volume ficou com os serviços profissionais, administrativos e complementares, com R$ 44,2 bilhões, ou 34,5% do total. Dentro do segmento, destaque para as atividades técnico-profissionais, com R$ 14,2 bilhões pagos em salários em 2008. Outro setor importante no pagamento de salários foi o de serviços de informação e comunicação, que respondeu pela maior média mensal de vencimentos, com 5,8 salários mínimos, puxado pelas atividades de telecomunicações, com 7,4 salários mínimos pagos por mês.

As atividades de telecomunicações também responderam pelo segundo maior valor adicionado, com R$ 51,2 bilhões, ou 13,6% do total. A liderança neste caso coube aos serviços técnico-profissionais, com R$ 51,4 bilhões, ou 13,7% do volume total.

(Rafael Rosas| Valor)
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