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25/08/2010 - 17h35

Vendas no varejo devem crescer mais que o esperado, diz IDV

SÃO PAULO - As vendas no varejo cresceram 6,8% em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em agosto, os resultados do setor deverão atingir alta real de 7,1%, marcando o pico de crescimento do comércio no terceiro trimestre.
As projeções são resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que engloba 33 grandes varejistas atuantes no país.
O levantamento revela um aquecimento do setor maior do que o esperado, dado que em sua última divulgação, o Índice Antecedente de Vendas (IAV) projetava alta de 5,6% em julho e previa que o pico do trimestre aconteceria em setembro, com crescimento de 6,5%.

Segundo o conselheiro do IDV, Fernando de Castro , há dois fenômenos que podem explicar esse aquecimento: o avanço acima da média das vendas dos bens duráveis, com destaque para materiais de construção, móveis, eletrodomésticos, autopeças e móveis, e o crescimento das regiões Norte e Nordeste.

"Também podemos considerar algum represamento de compras devido à Copa. Tudo isso jogou o crescimento maior para agosto", afirmou Castro, que também é diretor corporativo do Grupo Saint-Gobain.
Para o terceiro trimestre como um todo, no entanto, o instituto prevê uma desaceleração desse crescimento. Setembro e outubro deverão registrar elevação de 5,2% sobre as vendas do ano passado.

A pesquisa revelou ainda que a maioria das grandes varejistas pesquisados - atuantes em diversos setores, como cosméticos, alimentação, vestuário, construção entre outros - acreditam que o crescimento das vendas em seus negócios deverão encerrar o ano com crescimento de 5% ante os resultados observados em 2009.

"A confiança do empresariado melhorou e a situação está mais reconfortante", analisou o executivo. Ele explica que a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juro na última reunião restabeleceu a confiança de que a economia brasileira vai manter o rumo de crescimento. "O empresariado levou isso em consideração. A insegurança lá fora também está um pouco melhor, com alguns países europeus em boas condições, como a Alemanha", completou Castro.
Outro fator que colabora para a melhora do ambiente de negócios, segundo ele, é o fato de as incertezas políticas também estarem se enfraquecendo, já que as plataformas dos candidatos à Presidência passam a ser mais conhecidas.

Essa é a segunda vez que o índice IAV é divulgado. O indicador deve ser publicado mensalmente e começou a ser apurado em outubro de 2007. Por meio da pesquisa com 33 grandes varejistas, o IAV tem a intenção de mostrar as expectativas dos grupos sobre o curto prazo.

(Vanessa Dezem | Valor)
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