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02/09/2010 - 15h18

Bolsas europeias fecham de lado após divulgação do PIB da região

SÃO PAULO - Depois dos fortes ganhos de ontem, os investidores ficaram indiferentes aos indicadores econômicos divulgados nesta quinta-feira e as bolsas europeias acabaram o dia próximo da estabilidade.

Em Londres, o FTSE 100 terminou aos 5.371 pontos, com alta de 0,09%; em Paris, o CAC 40 subiu 0,21%, para 3.631 pontos; e em Frankfurt, o DAX fechou estável aos 6.084 pontos.

Nos Estados Unidos, os indicadores não trouxeram grandes surpresas. Os novos pedidos de seguro-desemprego somaram 472 mil na semana fechada no dia 28 de agosto, uma queda de 6 mil em relação à semana anterior.
Os novos pedidos às fábricas nos Estados Unidos aumentaram 0,1% em julho, invertendo a direção tomada um mês antes, de recuo de 0,6%. Sem transportes, contudo, as encomendas declinaram 1,5%. Já as vendas pendentes de moradias mostraram um aumento de 5,2% em julho, em relação a junho. Em comparação a julho de 2009, houve recuo de 19,1%.

Na Europa, as atenções estiveram voltadas ao PIB da zona do euro, que cresceu 1% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Taxa idêntica foi registrada na União Europeia, na mesma base de comparação. De janeiro a março, tanto as economias da zona do euro como as do bloco europeu verificaram expansão de 0,3%.

O índice de preços ao produtor na zona do euro teve alta de 0,2% entre junho e julho, mesmo resultado apurado na União Europeia. Em junho, os preços subiram 0,3% nas duas regiões.

E, por fim, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a principal taxa de juro da zona do euro em 1%, atendendo às expectativas do mercado. O presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, garantiu que o banco central vai oferecer aos bancos a liquidez necessária e afirmou que a entidade não vê uma "dupla recessão", como falam alguns especialistas da área econômica nas últimas semanas.

O BCE elevou sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro para 1,4% a 1,8% neste ano, em vez de 0,7% a 1,3% como o estimado anteriormente para o mesmo período.

As ações da Pernod Ricard recuaram 2,2% depois que a fabricante francesa de bebidas registrou alta de 1% no lucro do ano encerrado em julho, totalizando 951 milhões de euros. Por outro lado, as receitas caíram 2%, para 7,08 bilhões de euros, prejudicadas pela desvalorização do euro.

Os papéis da Capgemini subiram 1,2%. A empresa francesa de serviços de Tecnologia da Informação (TI), fechou ontem a compra de 55% do capital da CPM Braxis, uma das maiores empresas brasileiras do setor. O valor do negócio chegou a R$ 517 milhões. Pelo acordo, a Capgemini ainda tem direito a comprar os 45% restantes do capital da CPM Braxis, mas essa opção só poderá ser exercida em um prazo de três a cinco anos.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)
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