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02/09/2010 - 13h49

Compulsório no Brasil deverá ser reduzido, avalia Bradesco

SÃO PAULO - Com os estudos para o acordo de Basileia III, modelo que estabelece índices de solvência para o sistema financeiro mundial, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, estima que o compulsório no Brasil será reduzido.

Ao participar de evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) nesta quinta-feira em São Paulo, o executivo argumentou que enquanto no Brasil o volume de recursos que os bancos devem manter junto ao Banco Central é de cerca de 50% dos depósitos à vista, em outros países, como na Inglaterra, esse percentual é de apenas 5%. "Obrigatoriamente terá de haver uma convergência aos padrões internacionais", disse.

A expectativa é de que a taxa seja reduzida no Brasil e elevada em outros países, chegando-se, assim, a um meio-termo. Trabuco não arrisca, porém, um palpite sobre qual será o patamar adotado, mas afirma que "certamente ficará muito abaixo do atualmente praticado no Brasil". "O compulsório no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia terá de ser igual, já que a regra será válida para todos os países signatários do Basileia III", comentou o presidente do Bradesco, ressaltando que tal medida será importante para equalizar o mercado financeiro internacional.

A uniformização do compulsório, de acordo com Trabuco, permitirá a formação de um "colchão de liquidez", minimizando o risco de crises como a vivenciada pelo mundo nos últimos anos. (Francine De Lorenzo | Valor)
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