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02/09/2010 - 10h32

Dólar apresenta desvalorização e sai a R$ 1,741 na venda

SÃO PAULO - A moeda americana registra queda nesta jornada, um dia depois da definição do preço do petróleo que corresponderá à cessão onerosa de 5 bilhões de barris da União para a Petrobras.
Por volta das 10h30, o dólar comercial declinava 0,34% ante o real, cotado a R$ 1,739 na compra e a R$ 1,741 na venda. No mercado futuro, o contrato de outubro negociado na BM & F recuava 0,34%, saindo a R$ 1,751.

O governo vai capitalizar a Petrobras com o equivalente a US$ 42,5 bilhões, para que a companhia possa explorar o pré-sal. A cifra é a soma dos preços dos 5 bilhões de barris de petróleo que o governo vai vender à estatal, calculados por consultorias contratadas. Foram considerados preços diferentes para sete áreas de exploração, que variaram de US$ 5,82 a US$ 9,04 por barril. O preço médio ficou em US$ 8,51.

Quanto à aguardada capitalização, o cronograma foi mantido e a previsão é de que ocorra até 30 de setembro. A companhia não informou o valor total da operação. Detalhes da oferta devem ser publicados pela estatal amanhã.

Ontem, o pregão foi marcado pelo otimismo, com os investidores repercutindo indicadores divulgados na China e nos Estados Unidos. As bolsas em Wall Street fecharam no território positivo e, no mercado de câmbio interno, o dólar recuou 0,56%, a R$ 1,747 na venda, menor preço desde 3 de maio.

Em relatório, a diretora de câmbio da AGK Corretora de Câmbio, Miriam Tavares, afirma que, se ao longo do dia o viés dos mercados internacionais seguir positivo, o Banco Central (BC) poderá ter dificuldades em segurar o preço do dólar próximo a R$ 1,75.
"Mas se os ânimos dos investidores globais voltarem a piorar nos mercados externos, o BC pode conseguir manter as cotações próximas de R$ 1,75, com um reforço das compras de dólar no mercado à vista e eventuais sinalizações de atuações no mercado futuro", diz.
Hoje, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que os novos pedidos de seguro-desemprego no país somaram 472 mil na semana fechada no dia 28 de agosto, o que representou uma queda de 6 mil em relação à leitura de uma semana antes (478 mil, revista). O número ficou um pouco abaixo da estimativa dos analistas.

Os investidores souberam também que a produtividade do setor não agrícola dos EUA caiu a 1,8% no segundo trimestre de 2010. As horas trabalhadas aumentaram 3,5% no período e a produção teve alta de 1,6%. O dado também é do Departamento do Trabalho americano, que destacou que o ganho nas horas trabalhadas entre abril e junho foi o mais expressivo desde o primeiro trimestre de 2006.
Outro indicador importante do dia veio da Europa. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro teve crescimento de 1,9%, entre abril e junho contra igual período de 2009, com ajuste sazonal. No câmbio externo, o euro ganhava do dólar, minutos atrás, cotado a US$ 1,282.

(Karin Sato | Valor)
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