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02/09/2010 - 11h03

Ibovespa ensaia recuperação, mas volta a cair; Petrobras se destaca

SÃO PAULO - Depois de ter iniciado os negócios com leve queda, o Ibovespa ensaiou uma recuperação no pregão, mas logo voltou para o campo negativo. O direcionador para a inversão de rumo partiu dos papéis da Petrobras, que subiram mais de 4% na máxima do dia.

Na noite de ontem, a estatal revelou que o preço médio da cessão onerosa foi calculado em US$ 8,51 por barril de óleo equivalente. Desta forma, a cessão onerosa de 4,99 bilhões de barris totalizará US$ 42,533 bilhões.

Por volta das 11 horas, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuava 0,14%, para 66.977 pontos, e girava R$ 1,27 bilhão.

Na BM & F, o índice futuro, com vencimento em outubro, cedia 0,14%, para 67.725 pontos.

O Ibovespa avançou 4,4% nos dois últimos pregões. Apenas na jornada passada, o índice teve ganhos de 2,96%, aos 67.072 pontos.

Em Wall Street, as bolsas registram valorização no início desta sessão. Instantes atrás, o índice Dow Jones subia 0,17%, o Nasdaq avançava 0,32% e o S & P 500 se apreciava em 0,39%.

Além da Petrobras, os investidores repercutem indicadores da economia americana.

O Departamento do Trabalho mostrou hoje cedo uma melhora do setor na última semana. Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 472 mil na semana fechada no dia 28 de agosto, o que representou uma queda de 6 mil em relação à leitura de uma semana antes (478 mil, revista).

Além disso, a instituição revelou que a produtividade do setor não agrícola dos Estados Unidos caiu a uma taxa anualizada de 1,8% no segundo trimestre de 2010. As horas trabalhadas aumentaram 3,5% no período e a produção teve alta de 1,6%. Já os custos do trabalho por unidade no segmento não agrícola subiram 1,1% no trimestre até junho.

No mercado corporativo doméstico, a maior parte dos papéis que compõem o Ibovespa opera no vermelho, com destaque para Banco do Brasil ON (-1,42%, a R$ 29,03), OGX Petróleo ON (-1,90%, a R$ 20,60) e para as units do Santander Brasil (-2,13%, a R$ 22,02).

Na ponta oposta, as ações PN da Petrobras subiam 2,25%, a R$ 27,64, e já movimentavam R$ 317,6 milhões. Além disso, Fibria ON subia 2,54%, a R$ 29,46, e CPFL Energia tinha valorização de 0,86%, a R$ 41,90.

Matéria publicada hoje pelo Valor mostrou que a venda dos ativos da AEI Energy (Ashmore Energy International) na América Latina, entre eles a distribuidora de energia Elektro, avaliados entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões, está muito próxima de ser fechada. As negociações caminham para um grande acordo entre a CPFL Energia e a AES Corp.
Segundo a reportagem, fontes próximas ao alto escalão da AEI, que fica em Houston, nos Estados Unidos, contam que a tendência é que a CPFL compre a Elektro e a AES faça uma troca de ações e fique com os restante dos ativos no continente, entre eles gasodutos, plantas de geração e uma distribuidora de energia na Argentina.

Pelo acordo que está sendo costurado, a AES Corp abriria mão da Elektro em troca de um arranjo político e jurídico que faria com que a CPFL, que tem a simpatia do governo federal, desistisse de comprar a Eletropaulo. Assim estaria aberto o caminho para finalmente a BNDESPar vender sua parte na Brasiliana e deixar com que a AES assuma o direito de preferência na operação.

(Beatriz Cutait | Valor)
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