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02/09/2010 - 12h15

Papéis PN e ON da Petrobras representam 25% do giro da Bovespa

SÃO PAULO - Depois de dispararam 4,14% no início dos negócios, os papéis preferenciais da Petrobras reduziram significativamente os ganhos no pregão, mas continuam a operar na direção contrária a do Ibovespa.

Por volta das 12h10, as ações PN da empresa subiam 1,25%, para R$ 27,37, com o giro mais elevado do dia, no valor de R$ 417,1 milhões. Já os papéis ON da Petrobras recuavam 1,02%, a R$ 30,93, com total movimentado de R$ 117,9 milhões.

O volume negociado pelos dois ativos representa cerca de um quarto do giro da Bovespa.

O mercado reage ao anúncio feito na noite de ontem pela Petrobras, indicando que o preço médio do barril de petróleo na cessão onerosa ficou em US$ 8,51.

Está sendo considerada a produção de seis áreas de exploração - Franco, Iara, Florim, Tupi Nordeste, Guará Leste e Tupi Sul. O preço do barril vai variar de um poço para outro, oscilando de US$ 5,82 (Iara) a US$ 9,04 (Franco) por barril de óleo equivalente. A cessão onerosa de 4,99 bilhões de barris totalizará US$ 42,533 bilhões.

A Petrobras publicará amanhã o Aviso ao Mercado com os detalhes de sua oferta global de ações.

Em relatório enviado ao mercado, a Socopa Corretora apontou que estima que a União faça um aumento de capital de US$ 25 bilhões, para não ultrapassar o limite, e utilize os US$ 17,5 bilhões remanescentes numa eventual sobra de ações.

"O que podemos inferir até o momento é que o governo inevitavelmente aumentará sua participação na estatal e que o preço das ações no ´bookbuilding´ não será tão baixo quanto suspeitávamos, pois a União terá cacife para entrar no final da oferta comprando sobras, assim como o Fundo Soberano do Brasil e as estatais após a aprovação da MP 500, o que deve diminuir a pressão baixista para fechar o ´bookbuilding´", observou a instituição.

(Beatriz Cutait | Valor)
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