UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

06/09/2010 - 18h36

Corregedor diz que dados fiscais de Eduardo Jorge não foram acessados

BRASÍLIA - O corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D'Ávila, leu comunicado à imprensa para informar que a quebra de sigilo do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, não esteve relacionada a informações fiscais, apenas aos dados cadastrais.

O corregedor se referia ao caso de quebra de sigilo denunciado pelo próprio político tucano, que teria ocorrido na agência do órgão, em Formiga (MG). As declarações do corregedor surgem em um momento em que o governo federal tenta minimizar o impacto das denúncias sobre a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

Quando surgiu a denúncia, a hipótese que mais ganhou força foi a de que o suposto crime teria acontecido a pedido de pessoas ligadas ao PT. "A Corregedoria verificou que não houve acesso à informações fiscais do contribuinte, apenas houve acesso aos dados cadastrais, tais como nome, endereço e telefone", afirmou. Segundo ele, o escritório da Corregedoria em Belo Horizonte está investigando o caso, que também tem sido acompanhado pelo Ministério Público e a Polícia Federal. Na manhã de hoje, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, havia informado que haveria uma entrevista coletiva para tratar do assunto com o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo.

Segundo ele, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dito ao presidente Lula que haveria novas "informações" sobre o caso a serem apresentadas. No entanto, nessa tarde, enquanto a imprensa aguardava a coletiva, houve apenas a leitura do comunicado pelo corregedor. Na ocasião, ele se negou a responder a qualquer pergunta dos jornalistas para esclarecer com mais detalhes as investigações. D'Ávila também leu um comunicado informando que a representação da Corregedoria, em São Paulo, identificou que a servidora Adeildda Ferreira Leão dos Santos teve acesso a informações sigilosas de 2.949 contribuintes Deste total, 2.591 contribuintes estavam fora do domicílio fiscal da agência de Mauá. Os acessos teriam ocorrido entre agosto e dezembro de 2009.

"Esse é um indício, a priori, de acesso motivado por parte das servidoras", disse o corregedor que descartou a ideia de que o caso tenha motivações políticas.

(Rafael Bitencourt | Valor)
Hospedagem: UOL Host