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06/09/2010 - 11h31

DIs longos registram queda na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros apresentam viés de baixa neste pregão de limitada liquidez em função do feriado no mercado americano e do feriado de amanhã no mercado local. Em dias como o de hoje, as movimentações são meramente pontuais e delas não se extraem mudanças de percepção com relação à política monetária.

Por volta das 11h30, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 apontava baixa de 0,04 ponto, a 11,33%. Janeiro de 2013 também perdia 0,04 ponto, a 11,60%. E janeiro 2014 registrava estabilidade a 11,56.

Entre os curtos, apenas janeiro de 2011 era negociado, projetando 10,67%, queda de 0,01 ponto.

Segundo o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, o pregão é de ajustes pontuais e, depois da alta da sexta-feira, estimulada pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre, os vencimentos mais líquidos recuam um pouco.

Na agenda do dia o Focus, que não trouxe grandes surpresas, segundo Campos Neto, mas deu sinal ambíguo com relação aos prognósticos de inflação.

A sondagem do BC junto aos agentes de mercado mostrou estabilidade na projeção de inflação para 2010. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 5,07%. Para 2011, a mediana cedeu de 4,87% para 4,85%. Mas o IPCA projetado em 12 meses, subiu de 4,99% para 5,03%.

Ajuste mais relevantes apenas na projeção para o PIB. O crescimento está estimado, agora, em 7,34%, vindo de 7,09%. A revisão acontece após o crescimento de 1,2% do PIB no segundo trimestre, que surpreendeu os analistas que estavam com avanço abaixo de 1%.

Depois de 23 semanas estável, a mediana para a taxa de câmbio no final de 2010 saiu de R$ 1,80, para R$ 1,79. O câmbio projetado para 2011 cedeu de R$ 1,85 para 1,83.

Ainda esta semana os agentes conhecem a ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na visão do economista, o documento ganha importância, pois justifica a mudança de comportamento da autoridade monetária, que vinha aumentando a taxa básica de juros e, agora, decidiu pela estabilidade em 10,75%. Ainda assim, diz Campos Neto, não se espera algum sinal de alta ou de baixa na Selic.

Dentro do documento os agentes tentam descobrir qual peso o colegiado do Banco Central deu às variáveis domésticas, como renda e mercado de trabalho, por exemplo, e qual sua visão sobre a influência externa na economia local.

(Eduardo Campos | Valor)
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