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06/09/2010 - 14h53

Governo nega uso eleitoral da quebra de sigilo de Verônica Serra

BRASÍLIA - O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou hoje que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, exigiu agilidade nas investigações sobre o suposto caso de quebra de sigilo da Receita Federal envolvendo membros do PSDB, inclusive o candidato tucano à Presidência, José Serra, e sua filha, Verônica Serra.

Esse foi o posicionamento demonstrado pelo presidente durante a reunião de coordenação política realizada hoje no Palácio do Planalto.

"Nosso objetivo é que a Polícia Federal e a Receita Federal apurem tudo o que aconteceu, doa a quem doer", afirmou Padilha. Novamente, o governo descartou que as supostas fraudes no sistema tivessem uma motivação política. O ministro ressaltou que no ano passado, quando houve a quebra de sigilo, o PSDB sequer tinha candidato definido. Outra preocupação manifestada pelo ministro é de que a repercussão das investigações tenha impacto sobre o desempenho da candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), nas pesquisas de intenção de voto. "Não podemos ficar aceitando que a oposição use (o caso de quebra de sigilo) como palanque eleitoral, justamente no momento em que o candidato de oposição está abaixo do candidato do governo", afirmou Padilha.

Ele negou ainda que não haja uma "operação abafa", pois, segundo o ministro, o governo tem todo o interesse em saber o que realmente aconteceu.

(Rafael Bitencourt | Valor)
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