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06/09/2010 - 13h51

Para Serra, quebra de sigilo não levará disputa para o 2º turno

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou hoje que não acredita que a quebra do sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, tenha capacidade de levar a disputa presidencial para o segundo turno.

Segundo o tucano, antes de tudo, trata-se de um crime. "Não acho que o principal aspecto dessa questão seja eleitoral, ao contrário do que muitos setores da imprensa têm considerado", afirmou Serra durante sabatina.

"Eu acho que é de outra natureza, tem a ver com a democracia. Tem a ver com os direitos individuais, tem a ver com o estilo e as características de atuação do PT, que é um partido que convive com a democracia, mas não convive bem", acrescentou. O candidato lembrou do episódio dos aloprados, em 2006, cujo o principal responsável, argumentou ele, foi o senador Aloizio Mercadante (PT), que "montou toda a operação" para minar sua candidatura ao governo do Estado de São Paulo.

Para Serra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "debochou" do caso em um um discurso proferido no último sábado em Guarulhos, no qual disse que o "bicho [Serra] anda com uma raiva". Em seguida, o presidenciável explicou o encontro com Lula no começo do ano, quando teria manifestado sua preocupação com os ataques que sua filha teria sofrido no blog da Dilma e no dos Amigos do Lula. "Eram blogs semi-oficiais. Ele [Lula] disse que não era oficial, mas tinha carta dele cumprimentando o blog pelo aniversário, carta do Zé Eduardo Cardozo exaltando o blog. É um blog sujo, como quaisquer outros que são pagos", declarou. Mais uma vez, o tucano criticou a política externa do governo federal ao afirmar que ela está partidarizada e com "gente com poucos neurônios". "Por que não usar a força do Brasil para pressionar diplomaticamente a Bolívia a combater a exportação da coca para o País?", questionou Serra. "O PT posa de esquerda, mas eles não tem nada de esquerda. Fazem apenas o 'saludo a la bandera'", disse o candidato, que ainda criticou a aproximação do Brasil com Irã, que representaria, na sua opinião, o facismo do século XXI.

(Fernando Taquari | Valor
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