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06/09/2010 - 15h10

Quércia formaliza renúncia a candidatura ao Senado e apoia tucano

SÃO PAULO - O ex-governador Orestes Quércia (PMDB) renunciou hoje à sua candidatura ao Senado por São Paulo para se tratar de um câncer na próstata. Com isso, a coligação terá um único candidato ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), a quem Quércia declarou apoio. A decisão foi tomada por Quércia ontem, em conjunto com sua família, e anunciada hoje pelo vice-presidente do diretório estadual do PMDB, deputado Jorge Caruso, e pelo coordenador da campanha, o prefeito de Araraquara, Mauricio Barbieri. Caruso leu uma carta assinada por Quércia, anunciando o apoio a Aloysio e agradecendo o apoio dos integrantes de sua chapa e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Andréia, uma das filhas de Quércia, também participou do anúncio. "Pela primeira vez meu pai colocou a questão pessoal na frente da política", disse.

O ex-governador, de 72 anos, já fez uma sessão de quimioterapia, das cinco previstas para o tratamento do câncer, e permanece internado no hospital Sírio-Libanês.

O PMDB ficará com o primeiro suplente na chapa de Aloysio e indicará Airton Sandoval, no lugar de Sidney Beraldo (PSDB). Na segunda suplência deve permanecer a vereadora Marta Costa (DEM).

A desistência de Quércia deverá beneficiar Aloysio, que ficará com o tempo de televisão do pemedebista: serão cinco minutos no horário eleitoral gratuito, o dobro do que tem hoje. Quércia está em segundo lugar na disputa pelo Senado, com 26% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Netinho de Paula (PCdoB), que tem 28%, segundo o Datafolha. Aloysio aparece em quinto lugar, com 12%. A líder da pesquisa é Marta Suplicy (PT), com 33%.

A ligação de Quércia com Aloysio é antiga. Ex-pemedebista, o candidato do PSDB ao Senado foi líder do governo Quércia na Assembleia Legislativa paulista e foi indicado por Quércia para ser vice de Antonio Fleury Filho no governo de São Paulo. Apesar da desistência, o nome e a foto de Quércia, devem permanecer nas urnas. "Muito provavelmente não haverá tempo hábil para o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] para retirar a foto e o nome", comentou o advogado da campanha, Ricardo Porto.

(Cristiane Agostine | Valor)
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