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06/09/2010 - 14h38

Serra considera "normal" previsão de crescimento de 7% neste ano

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse hoje que considera normal a possibilidade do país crescer em torno de 7% neste ano, como projetam alguns economistas e o Ministério da Fazenda.

Para ele, a expansão não deve ser motivo de tanto alarde, uma vez que a base de comparação é baixa porque economia brasileira apresentou queda no ano passado (-0,2%) em função dos efeitos negativos da crise financeira mundial. "Criou-se um mito de que o Brasil surfou na crise. Isso não é verdade, quem surfou foram países como a China e a Índia, que têm projeto de nação", disse Serra durante sabatina.

O tucano repetiu que o país caminha para uma desindustrialização, com o crescimento baseado apenas na exportação de commodities. Esse modelo, segundo ele, seria viável somente em países pequenos, como o Chile, e não naqueles com dimensões continentais, como é o caso do Brasil.

"Temos uma política macroeconômica ajustada que gera uma política cambial inconveniente. Dizem que o câmbio é flutuante. É uma ova. Já repararam que não flutua para baixo?", indagou Serra. O presidenciável também retomou as críticas à política macroeconômica ao ressaltar que o Brasil vive um tripé perverso com a maior carga tributária entre os países emergentes, a maior taxa de juros reais do mundo e a menor taxa de investimento público.

Ainda sobraram alfinetadas para sua adversária Dilma Rousseff (PT), formada em economia. "Ela parece não ter estudado economia. Dilma disse que o déficit na conta corrente se deve à importação de bens de capital. É óbvio ululante que não é assim. Qualquer análise mostra que estamos importando bens de consumo", argumentou.

No final da sabatina, o candidato do PSDB prometeu, se eleito, criar um fundo previdenciário com recursos do pré-sal para regularizar a situação das aposentadorias.

(Fernando Taquari | Valor)
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