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13/09/2010 - 18h09

ANP vê boas expectativas em áreas do pré-sal no litoral paulista

RIO - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) poderá realizar novas perfurações ao sul dos blocos BM-S-21 e BM-S-22, na bacia de Santos, mas já em frente ao litoral paulista. De acordo com Magda Chambriard, diretora do órgão regulador, os prospectos de Franco e Libra - que juntos podem ter volume de óleo recuperável de 13,5 bilhões de barris - podem não ser os últimos grandes reservatórios do pré-sal na bacia de Santos.

"É possível que haja alguma coisa grande mais para o Sul, mas para saber isso teremos que interpretar melhor o levantamento sísmico 3D que está a caminho, sendo processado pela CGG Veritas", frisou Magda, que participou da Rio Oil & Gas, no Rio de Janeiro.
"Aí é possível que coloquemos esse poço no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e, a partir de então, contrataríamos a Petrobras. Mas não estou afirmando que vou furar, apenas que, se perfurar o poço e fizer uma descoberta, estarei aumentando muito o valor disso para a União", acrescentou.

Magda explicou que a agência reguladora decidirá sobre uma possível perfuração na região depois da análise do estudo da CGG Veritas, empresa especializada na análise de dados.
Atualmente, a ANP está terminando o poço 2-ANP-2A-RJS, em Libra, e espera completar o processo de perfuração em um mês, com o fim da análise dos resultados em novembro, quando será possível confirmar ou não a estimativa feita pela Gaffney Cline de que o prospecto pode conter até 7,9 bilhões de barris de óleo recuperável. "Se as expectativas forem confirmadas, vamos ter algo muito grande para ser licitado ano que vem sob o contrato de partilha", confirmou a diretora.

Magda também confirmou que recebeu na semana passada o relatório resumido do acidente ocorrido no Golfo do México com a plataforma de perfuração Deepwater Horizon, operada pela BP. Segundo ela, a ANP vai analisar a documentação para saber se a legislação brasileira precisa ser aperfeiçoada.
A diretora frisou ainda que a capacidade financeira é o principal ponto a ser analisado pela agência para autorizar ou não a venda dos ativos de exploração e produção da Devon no Brasil para a BP.

"Acredito que a capacidade financeira da BP é o principal ponto. Não tenho ideia de quando terá resposta, mas não vejo muito problema. Não posso dizer que a BP não tem qualificação para operar o campo de Polvo. Acho isso muito forte, mas vamos ver o que vai acontecer", afirmou.

A diretora ressaltou que a ANP também pretende aperfeiçoar e incrementar as fiscalizações, com mais auditorias de segurança operacional. "Estamos programando quantidade muito grande de auditorias. Serão 80 auditorias em 2010. Em 2009 tivemos menos, porque instalações ainda estavam se adequando", ponderou.

(Rafael Rosas | Valor)
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