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13/09/2010 - 14h01

Bolsas europeias avançam com dados da China e Basileia 3

SÃO PAULO - As bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionadas por dados da economia chinesa. O fato de o Comitê de Basileia ter aumentado a exigência de capital dos bancos no novo conjunto de regras Basiléia 3 não chegou a prejudicar o desempenho do setor.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 1,16%, para 5.566 pontos; em Paris, o CAC 40 avançou 1,11%, para 3.767 pontos; e em Frankfurt, o DAX ganhou 0,76%, para 6.262 pontos.

Os investidores aumentaram seu apetite por risco depois que a China informou que a produção industrial do país cresceu 13,9%, em agosto em relação ao mesmo mês de 2009, expansão que superou a registrada em julho, de 13,4%. As vendas do varejo também aceleraram a alta, de 18,4% em agosto em relação ao mesmo período de 2009. Em julho, o crescimento havia sido de 17,9%. Já o índice de preços ao consumidor chinês avançou 3,5% na comparação com agosto de 2009, superando o 3,3% de julho. Foi o segundo mês consecutivo em que o indicador ficou acima da meta anual de 3% fixada pelo governo chinês.

Os bons dados da economia chinesa deram fôlego principalmente às commodities. Kazakhmys avançou 5%, Xstrata ganhou 3% e BHP Billiton mostrou alta de 2,5% Os bancos reagiram bem ao novo conjunto de regras do setor, chamado de Basileia 3, aprovado neste fim de semana por presidentes de 29 bancos centrais e autoridades supervisoras. Com o intuito de evitar crises como a que recentemente colocou todo o globo em alerta, as novas regras prevêem o aumento da exigência de capital dos bancos. Os papéis do HSBC subiram 2,5%, Credit Agricole registrou alta de 5,8% e Dutsche Bank ganhou 1,5%.

As ações do banco alemão reagiram também à notícia de que a instituição pretende levantar recursos no mercado para assumir o Postbank. O banco deve oferecer 24 euros a 25 euros por ação do Postbank. O preço mínimo final deve ser estabelecido em cerca de uma semana pela Autoridade Federal de Supervisão Financeira da Alemanha (BaFin). Para financiar a operação, o Deutsche Bank pretende obter pelo menos 9,8 bilhões de euros em uma oferta de ações (Téo Takar | Valor, com agências internacionais)
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