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13/09/2010 - 18h27

China e acordo de Basileia levam Ibovespa a retomar os 68 mil pontos

SÃO PAULO - Os mercados acionários mundiais iniciaram a semana com valorização, diante de dados animadores da China e com a repercussão do acordo de Basileia 3 sobre o setor financeiro. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não ficou de fora e teve o terceiro pregão seguido positivo.

O Ibovespa teve alta de 1,83%, aos 68.030 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 6,324 bilhões.

Já em Wall Street, as bolsas tiveram a quarta alta seguida e todas voltaram a acumular ganhos no ano. O índice Dow Jones teve alta de 0,78%, o Nasdaq registrou valorização de 1,93% e o S&P 500 subiu 1,11%.

Sem uma agenda de peso nesta jornada, as divulgações do fim de semana tiveram maior importância sobre os mercados na abertura da semana. Entre os aspectos favoráveis do dia estiveram os números de produção, varejo e inflação da China, que mostraram que a economia do país permaneceu aquecida em agosto.

Além disso, foi concluído no fim de semana o acordo de Basileia 3, que definiu regras mais rígidas para o sistema financeiro internacional, com o objetivo de se evitar que novas crises ocorram. Apesar disso, o "endurecimento" para o segmento foi mais brando do que se imaginava e as ações de bancos estiveram entre as maiores altas do Ibovespa.

"Tivemos os números da China dando fôlego para o mercado, assim como o acordo de Basileia. Além disso, a grande âncora do Ibovespa era a Petrobras e, a partir do momento em que se vê um horizonte mais claro em relação à oferta de ações, principalmente, o índice tem condições de descolar", diz o analista da Magliano Corretora, Henrique Kleine. Na avaliação da instituição, o Ibovespa deve fechar o ano num intervalo entre 75 mil e 80 mil pontos.

EmpresasNo ambiente corporativo, entre os maiores giros do dia, os papéis PNA da Vale (2,62%, a R$ 42,54) movimentaram R$ 703,8 milhões, as ações PN da Petrobras (2,83%, a R$28,30) negociaram R$ 679,4 milhões e OGX Petróleo ON (0,89%, a R$ 20,26) teve volume de R$ 308,3 milhões.

As maiores valorizações do índice partiram de papéis de empresas ligadas à construção e ao setor financeiro, como MRV ON (5,53%, a R$ 16,39), Bradesco PN (4,05%, a R$ 32,1), Rossi Residencial ON (3,71%, a R$ 16,75) e Banco do Brasil ON (3,57%, a R$ 29).

Já entre as poucas baixas do Ibovespa estiveram as ações Klabin PN (-1,16%, a R$ 5,1), Pão de Açúcar PNA (-1,54%, a R$ 58,48) e LLX Logística ON (-6,48%, a R$ 10,1).

A MMX, braço de mineração do grupo EBX, do empresário Eike Batista, firmou um contrato com a empresa sul-coreana SK Networks para fornecimento de minério de ferro das minas da MMX Sudeste e da MMX Chile. A empresa estrangeira desembolsará o equivalente a US$ 700 milhões na compra de ações da companhia brasileira, que planeja uma operação de aumento de capital.

Além disso, a MMX pretende adquirir por cerca de US$ 2,3 bilhões a subsidiária de logística LLX Sudeste, responsável pela construção do Superporto Sudeste, localizado no Rio de Janeiro, que escoará a principal parte da produção de minério de ferro. A LLX realizará uma cisão parcial para segregar sua participação societária detida na LLX Sudeste e passá-la para a Centennial, que se chamará PortX. Os acionistas da LLX poderão escolher entre uma combinação de royalties perpétuos e ações de emissão da MMX ou royalties e dinheiro. Os royalties terão remuneração de US$ 5,00 por tonelada de minério de ferro carregado no porto da LLX Sudeste. Até 2014, a LLX pretende trabalhar com a capacidade total de 50 milhões de toneladas. Segundo o analista da Ativa Corretora, Artur Delorme, esse volume garantiria uma remuneração de R$ 0,37 por papel aos acionistas a partir de 2014, com base no preço de fechamento do papel na sexta-feira e em sua participação de 70% na LLX, e já descontado o imposto que recai sobre a remuneração. "Ao considerarmos a cotação do papel da LLX neste pregão, esse preço resultaria num yield de 3,65% ao ano, que seria razoável. O grande diferencial para o acionista será a LLX aumentar o volume de produção, e há essa possibilidade", pontuou Delorme. Segundo ele, a forte queda dos papéis da LLX neste pregão refletiu, em parte, a expressiva valorização de 8% dos ativos na jornada passada.

(Beatriz Cutait | Valor)
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