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15/09/2010 - 10h39

Dólar tem valorização, após dez pregões de queda

SÃO PAULO - A moeda americana opera em alta nesta quarta-feira, após encerrar dez pregões consecutivos no território negativo. Por volta das 10h30, o dólar comercial observava valorização de 0,23%, cotado a R$ 1,710 na compra e a R$ 1,712 na venda. No mercado futuro, o contrato de outubro negociado na BM&F tinha estabilidade, saindo a R$ 1,716. O mercado de câmbio interno tem mostrado uma dinâmica própria nas últimas semanas, pressionado pela proximidade da capitalização da Petrobras e por captações de outras grandes companhias, mas, por vezes, de forma pontual, o preço do dólar reflete o mau humor dos investidores no exterior. Isso pode estar acontecendo neste momento, já que, nesta manhã, o Federal Reserve de Nova York divulgou que o índice das condições de negócios do setor manufatureiro da região caiu 3 pontos neste mês, passando de 7,1 em agosto para 4,1. O resultado frustrou analistas do mercado, cujas projeções variavam entre 7 e 8. Além disso, as commodities estavam em queda. Minutos atrás, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities tinha perda de 0,53%. Há uma discussão no mercado sobre o que o Banco Central fará para impedir a forte valorização do real ante o dólar até a capitalização da Petrobras. Entre as hipóteses que já foram levantadas está a utilização dos recursos do Fundo Soberano para comprar dólares, a realização do leilão de swap cambial reverso e a redução da exposição cambial dos bancos. Porém, é possível que o BC, que já vem realizando dois leilões de compra de dólares por dia no mercado à vista, não adote nenhuma medida adicional por enquanto, uma vez que a avaliação do mercado é que o dólar voltará a subir logo após a operação da estatal. No mercado de câmbio externo, os investidores estão atentos ao preço do iene. O Ministério das Finanças do Japão atuou no mercado de câmbio pela primeira vez em mais de seis anos, para tentar conter a rápida apreciação do iene. A avaliação foi de que a taxa de 82,87 ienes por dólar teria efeitos negativos sobre os exportadores japoneses e sobre outros setores industriais do país.

O ministro das Finanças japonês, Yoshihiko Noda, não revelou o tamanho da intervenção, mas disse que foi a primeira atuação dessa natureza desde março de 2004 e que foi conduzida unilateralmente, sem a coordenação com os Estados Unidos.

"A intervenção foi conduzida para evitar flutuações excessivas", observou Noda. "Vamos continuar monitorando os eventos e tomaremos ações decisivas, incluindo outra intervenção, se necessário", completou.

Já o euro, minutos atrás, tinha declínio de 0,32% ante o dólar, cotado a US$ 1,2981. (Karin Sato | Valor)
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