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25/10/2010 - 18h02

Governo não cogita ajuste fiscal para atenuar câmbio, afirma ministro

BRASÍLIA - O governo não cogita um ajuste fiscal para atenuar a questão cambial, disse, hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Os gastos públicos não têm impacto inflacionário no Brasil", afirmou ele. "É um equívoco essa visão, porque a inflação está subindo por causa dos alimentos e não por gastos governamentais", continuou ele.
Ao ser questionado sobre a posição de analistas que defendem maior controle fiscal, de forma que o governo contribua para a redução dos juros pelo Banco Central, já que os juros elevados atraem o investidor externo ao país, Mantega rebateu: "Acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Se fosse assim, os Estados Unidos, que têm um déficit fiscal enorme, deveriam estar com os juros lá em cima", continuou ele.

Segundo Mantega, ao manter a atual política de câmbio, o governo "está protegendo os empregos dos brasileiros."
Ele destacou que não há, no momento, um aumento de demanda do governo, como ocorreu na crise de 2008 e houve necessidade de estimular a economia.

O ministro disse que num país com regime de metas de inflação, o BC atua em função da demanda geral. "Não se move pelo gasto fiscal e sim pela inflação. É claro que, se há um gasto público desordenado, aumenta a inflação, mas não é o nosso caso", disse ele.

No entender de Mantega, países como Estados Unidos e Alemanha, sim, "precisam de estímulos fiscais". No caso brasileiro, "estamos entre os poucos países que estão fazendo superávit primário", ou seja, economia para pagamento da dívida pública.

(Azelma Rodrigues | Valor)
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