UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

14/06/2011 - 12h30

Dólar continua em queda, enquanto commodities sobem

SÃO PAULO - O dólar continua a cair, motivado por um ajuste técnico que teve início ontem, após a alta de 1,33% no acumulado da semana passada.

Além disso, as commodities mostram recuperação, com a divulgação de relevantes dados na China, que indicaram que a economia do país asiático segue aquecida. Por volta das 12h25, o dólar comercial recuava 0,37%, cotado a R$ 1,580 na compra e a R$ 1,582 na venda. No mercado futuro, o contrato de julho negociado na BM&F tinha queda de 0,15%, a R$ 1,588. "Os indicadores revelaram que o crescimento da economia chinesa segue forte, a despeito das medidas de aperto monetário que têm sido adotadas pelo banco central", ressalta o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho. Segundo ele, justamente por esse motivo, os investidores deram pouca atenção à ampliação em 0,50 ponto percentual do depósito compulsório bancário na China. A medida começa a valer no dia 20 deste mês e representa o sexto reajuste da taxa neste ano. Com isso, a alíquota para as grandes instituições bancárias subirá para 21,5%.

Além disso, já há algum tempo as commodities estão no foco dos investidores e, ao que parece, o temor de parte do mercado de forte desaceleração nos preços das matérias-primas no segundo semestre não deve se tornar realidade. "Parece que essa desaceleração não vai acontecer. Os preços das commodities parecem estar com níveis de resistência (limite de baixa), o que indica que há uma demanda aquecida. Parece-me que a China vai segurar os preços das commodities", opina. "O próprio Banco Central do Brasil sabe disso, porque indica que, apesar de os preços das commodities estarem desacelerando, deve manter o aperto da taxa de juros", acrescenta o economista.

O Índice CRB, que mede o desempenho das commodities, tinha avanço de 0,52%, aos 346,36 pontos. No mercado de câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta composta por seis divisas rivais, declinava 0,24%, aos 74,27 pontos. Por sua vez, o euro observava uma alta de 0,44% em relação à divisa americana, a US$ 1,447.

Eduardo Velho explica que o euro se fortalece conforme cresce a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) aumente a taxa de juro e de que a Grécia receba novo socorro financeiro de países europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Por fim, o dólar perde valor tanto no câmbio interno quanto no externo devido ao maior apetite ao risco do investidor nesta jornada, motivado por indicadores da economia americana divulgados mais cedo. As vendas no varejo dos EUA declinaram 0,2% entre abril e maio, menos do que a aposta do mercado, que era de queda de 0,4%. O índice de preços ao produtor nos EUA avançou 0,2% em maio, na série com ajuste sazonal, depois de expansão de 0,8% em abril. Sem alimentos e energia, o indicador também registrou alta de 0,2% no mês passado, após avanço de 0,3% em abril.

Nas bolsas de valores, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 subiam mais de 1%, minutos atrás. No mercado brasileiro, o Índice Bovespa operava com alta de 0,70%, aos 62.459 pontos.

(Karin Sato | Valor)
Hospedagem: UOL Host